Paris, capital e cidade símbolo da França. Foto: Noelle Marques
A virada do Ano Novo em Paris terá mudanças significativas em 31 de dezembro. As autoridades francesas decidiram reduzir a celebração tradicional na avenida Champs-Élysées diante de alertas de segurança e do risco de ataques terroristas. O evento, que costuma reunir milhares de pessoas no principal cartão-postal da capital, não contará com o habitual show ao vivo da meia-noite.
A prefeitura de Paris optou por cancelar o espetáculo presencial e orientou a população a acompanhar a chegada de 2026 pela televisão. Em substituição ao evento ao vivo, a administração vai exibir um vídeo pré-gravado durante a contagem regressiva. A medida busca evitar grandes aglomerações em um local considerado sensível do ponto de vista da segurança pública.
A decisão ocorre após recomendações da polícia de Paris, que demonstrou preocupação com o controle de multidões e possíveis incidentes. Grandes eventos noturnos na avenida já registraram episódios de violência, saques e confrontos, o que reforçou o alerta das autoridades para a noite do dia 31.
Dados policiais indicam que a violência aumentou nas últimas viradas de ano em toda a França. No último 31 de dezembro, quase mil carros foram incendiados e mais de 400 pessoas foram presas em diferentes regiões do país.
Críticos da redução do evento afirmam que o cenário reflete problemas mais amplos ligados às políticas migratórias francesas. Para esse grupo, a insegurança estaria associada ao aumento de tensões sociais e ao risco de ações extremistas.
“É resultado da imigração muçulmana em larga escala e sem triagem adequada”, afirmou o pesquisador Daniel Di Martino, do Manhattan Institute, em declaração ao New York Post.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, elevou o nível de alerta em todo o território francês. Em carta enviada a autoridades locais, ele classificou a ameaça terrorista como “muito alta” e citou grupos como Al-Qaeda e Estado Islâmico.
“Os mercados de Natal são locais simbólicos e populares, o que os torna possíveis alvos de ataques”, disse Nuñez à televisão francesa.
Segundo o ministro, seis planos terroristas foram frustrados na França em 2025. Ele também relembrou o ataque ocorrido em 2018 no mercado de Natal de Estrasburgo, que deixou cinco mortos. O jornal Le Monde informou recentemente que o país enfrenta uma nova geração de jihadistas, mais jovens e imprevisíveis, com idades entre 17 e 22 anos.
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