02 de abril de 2024 às 10:46
No último domingo, 31 de março, o Papa Francisco revelou em um livro de entrevistas intitulado "El Sucesor", escrito pelo jornalista espanhol Javier Martínez-Brocal, que ele foi "usado" numa tentativa de impedir a eleição de Joseph Ratzinger como Pontífice durante o Conclave de 2005.
Esta declaração foi divulgada pelo jornal espanhol ABC, embora o livro em si esteja programado para ser lançado em 3 de abril. O livro trata das memórias do Papa Francisco e sua relação com seu antecessor, Bento XVI.
“Naquele conclave eles me usaram. Antes de continuar, direi uma coisa. Os cardeais juram não revelar o que acontece no conclave, mas os Papas têm licença para contar”, explica Francisco.
“Aconteceu que obtive 40 votos dos 115 na Capela Sistina. Foram suficientes para impedir a candidatura do cardeal Joseph Ratzinger, porque, se tivessem continuado a votar em mim, ele não teria conseguido chegar aos dois terços necessários para ser eleito Papa”, contou o argentino.
Quando perguntado se ele próprio poderia ter sido eleito, Jorge Bergoglio respondeu que essa não era a intenção de quem influenciava os votos.
“A manobra consistiu em colocar meu nome, bloquear a eleição de Ratzinger e depois negociar um terceiro candidato diferente. Disseram-me mais tarde que não queriam um Papa ‘estrangeiro’”, acrescentou.
De acordo com Francisco, a situação foi “foi uma manobra e tanto”, com a intenção de bloquear a eleição do cardeal Joseph Ratzinger.
"Eles me usaram, mas atrás deles já pensavam em propor outro cardeal. Eles ainda não conseguiram superar isso”.
“Nós concordamos sobre quem, mas eles estavam prestes a dizer um nome”, lembrou.
Quando indagado sobre o momento em que isso ocorreu, o atual Papa explicou:
“O conclave começou na segunda-feira, 18 de abril de 2005. A primeira votação ocorreu à tarde. Esta operação ocorreu na segunda ou terceira votação, na terça-feira, 19 de abril de 2005, pela manhã. Quando percebi, à tarde, disse a um cardeal latino-americano, o colombiano Darío Castrillón: ‘Não brinque com a minha candidatura, porque agora eu digo que não aceito, hein? Deixe-me aqui’. E aí Benedito foi eleito.”
O Santo Padre também esclareceu que Ratzinger era a sua "escolha".
“Ele era o único que podia ser Papa naquela época. Depois da revolução de João Paulo II, que foi um Pontífice dinâmico, muito ativo, empreendedor, viajante. Um Papa que manteve um equilíbrio saudável, foi necessário. Um Papa de transição”.
Por fim, Francisco reafirmou sua satisfação com a eleição de Ratzinger, tal como expressou inicialmente em sua primeira entrevista coletiva realizada a bordo de uma aeronave, após retornar do Rio de Janeiro.
“E é verdade. Se tivessem escolhido alguém como eu, que causa tantos problemas, eu não teria podido fazer nada. Era um homem que acompanhava o novo estilo e não foi fácil para ele, né? Ele encontrou muita resistência no Vaticano”. (ANSA).
Francisco assumiu o papado em fevereiro de 2013, sucedendo a Bento XVI, que renunciou. Bento XVI faleceu em dezembro de 2022, aos 95 anos, enquanto ocupava o status de Papa Emérito alemão.
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A fala ocorreu em entrevista a uma rádio italiana, e Paolo Zampolli comentou também sobre experiências pessoais e mencionou sua ex-esposa, a brasileira Amanda Ungaro.
A declaração foi feita durante visita à sede da Embrapa, em Planaltina, no Distrito Federal, em um evento voltado à valorização do conhecimento científico.
Segundo a polícia, inicialmente os saques foram pequenos, com moradores colocando notas nos bolsos, mas houve registros de pessoas que passaram a recolher quantias maiores, utilizando sacolas.
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