Trump e Coca-Cola. Foto: Reprodução/Redes Sociais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira, 16 de julho, que a Coca-Cola decidiu alterar a receita da versão americana da bebida para incluir açúcar de cana no lugar do xarope de milho. A afirmação foi feita por meio de suas redes sociais, onde o presidente agradeceu diretamente à empresa pela decisão.
“Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana REAL na Coca nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazê-lo. Gostaria de agradecer a todos os responsáveis na Coca-Cola. Esta será uma ótima decisão por parte deles. Vocês verão. É simplesmente melhor!”, escreveu Trump na publicação.
Apesar do anúncio, a Coca-Cola ainda não confirmou oficialmente a mudança. Em resposta à rede CNN, um porta-voz da companhia agradeceu o entusiasmo de Trump e afirmou que novidades sobre a linha de produtos devem ser divulgadas em breve:
“Agradecemos o entusiasmo do presidente Trump por nossa icônica marca Coca-Cola. Mais detalhes sobre novas ofertas inovadoras dentro de nossa linha de produtos Coca-Cola serão compartilhados em breve.”
A notícia da possível mudança surge em um momento movimentado para o governo norte-americano, que enfrenta tensão geopolítica no Oriente Médio, especulações sobre o comando do Federal Reserve e o crescente descontentamento de apoiadores do movimento MAGA com a condução de investigações envolvendo o falecido Jeffrey Epstein.
Mesmo em meio a essas questões, Trump encontrou espaço para divulgar o que chamou de “uma grande vitória para os consumidores americanos”. O presidente sempre se mostrou um entusiasta da Diet Coke, sua bebida favorita, e ficou conhecido pelo famoso "botão da Diet Coke" na mesa do Salão Oval durante seu primeiro mandato, que acionava um assistente para entregar a bebida.
Apesar da relação de afeto com o refrigerante, Trump já travou desentendimentos com a Coca-Cola. Em 2021, por exemplo, criticou a empresa após sua oposição às novas leis eleitorais da Geórgia, seu estado natal. Na época, chegou a insinuar um boicote à marca, mas seus hotéis e propriedades continuaram a vender os produtos da empresa.
Ainda em 2012, quando era empresário, Trump publicou que a Coca-Cola “não estava feliz” com ele, mas admitiu que continuaria consumindo o produto. O clima entre o presidente e a marca parece ter melhorado desde então. Em janeiro de 2025, antes de sua segunda posse, o CEO da empresa, James Quincey, presenteou Trump com uma garrafa inaugural de Diet Coke, em sinal de aproximação.
Atualmente, a Coca-Cola americana é produzida com xarope de milho rico em frutose, um ingrediente amplamente usado nos Estados Unidos por ser mais barato do que o açúcar de cana.
A versão mexicana da bebida, porém, usa açúcar de cana, e muitos consumidores nos EUA afirmam preferir seu sabor. Essa versão é vendida em algumas lojas especializadas no país, frequentemente rotulada como “Coca Mexicana”.
O uso do xarope de milho tem sido alvo de críticas por possíveis impactos na saúde. O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., tem se posicionado contra o ingrediente e defende sua substituição por alternativas mais naturais, como o açúcar de cana.
A decisão, se confirmada, atenderia tanto a essa agenda quanto à demanda de consumidores que buscam produtos com menor processamento industrial.
A possibilidade de que uma gigante do setor de bebidas altere sua receita tradicional após conversas com o presidente reforça o novo papel de Trump na dinâmica entre governo e setor privado. Desde que assumiu seu segundo mandato, Trump tem intensificado o contato com grandes empresas, especialmente aquelas ligadas ao consumo, energia e tecnologia.
Para muitos analistas, a aproximação com a Coca-Cola ilustra como Trump busca influenciar diretamente marcas que dialogam com o público americano em larga escala, aproveitando sua popularidade para moldar decisões de mercado, inclusive as que envolvem questões de saúde pública e comportamento do consumidor.
Nos próximos dias, a Coca-Cola deve anunciar se realmente lançará uma nova versão da bebida com açúcar de cana em sua composição principal. Enquanto isso, a expectativa dos consumidores cresce, e o movimento poderá desencadear uma nova fase de competitividade no setor de refrigerantes nos Estados Unidos.
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