O acidente doméstico mobilizou uma equipe especializada e ainda provocou uma onda de comentários bem-humorados nas redes sociais.
24 de agosto de 2026 às 15:47 - Atualizado às 16:47
Um exame de raio-X mostrou que a barra permanecia alojada no estômago. Foto: Reprodução
Uma menina de 5 anos precisou passar por um procedimento de emergência depois de engolir acidentalmente uma pequena barra de ouro enquanto brincava em casa, no norte da China. O caso aconteceu no dia 16 de agosto.
O objeto media aproximadamente quatro centímetros, pesava 50 gramas e foi avaliado em cerca de R$ 37 mil. Seis horas após a ingestão, a criança foi levada ao Hospital Infantil de Pequim, ligado à Universidade Médica da Capital.
Antes de chegar à unidade, a família teria procurado diferentes clínicas. Os estabelecimentos, contudo, não possuíam a estrutura necessária para realizar a retirada emergencial de um corpo estranho por endoscopia.
Um exame de raio-X mostrou que a barra permanecia alojada no estômago. Por ser sólida, pesada e apresentar uma superfície lisa, havia o risco de o objeto ficar preso em outra parte do sistema digestivo.
Segundo a equipe médica, a movimentação da barra poderia provocar ferimentos na mucosa, perfuração e sangramento. O espaço onde ela estava localizada também era estreito, aumentando a complexidade da retirada.
Após avaliar o tamanho e o formato do objeto, os profissionais utilizaram um endoscópio e um laço cirúrgico para segurá-lo. Uma proteção de borracha também foi preparada para o caso de a barra escapar durante o procedimento.
A remoção durou poucos minutos e foi concluída sem complicações graves. Depois do atendimento, a menina apresentou melhora e permaneceu com os sinais vitais estáveis.
A história viralizou na China não apenas pelo risco enfrentado pela criança, mas pelo valor do objeto deixado ao alcance dela. Internautas questionaram como uma barra de ouro de 50 gramas foi parar entre os itens usados durante a brincadeira.
O episódio também gerou referências à expressão chinesa “fera devoradora de ouro”, utilizada informalmente por alguns pais para brincar com os elevados custos envolvidos na criação dos filhos.
Apesar da repercussão bem-humorada, médicos reforçaram que a ingestão de objetos deve ser tratada como emergência. Familiares não devem tentar empurrá-los com alimentos, oferecer receitas caseiras ou provocar vômito. A orientação é procurar atendimento médico para avaliar a localização, o formato e os riscos do corpo estranho.
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