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Lula perde influência no exterior e é impopular no Brasil, diz The Economist

Segundo a revista britânica, o presidente tem adotado uma postura "cada vez mais hostil ao Ocidente", afastando-se das posições defendidas pelos Estados Unidos.

Ricardo Lélis

30 de junho de 2025 às 16:41   - Atualizado às 16:53

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Ricardo Stuckert/PR

A revista britânica “The Economist” afirmou no domingo, 29 de junho, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem perdido não apenas popularidade dentro do Brasil, mas também influência no cenário internacional.

Segundo a publicação, o chefe do Executivo brasileiro tem adotado uma postura “cada vez mais hostil ao Ocidente”, afastando-se das posições defendidas pelos Estados Unidos e por países europeus, ao mesmo tempo em que se aproxima de nações como China e Irã.

A reportagem cita como exemplo o posicionamento do governo brasileiro em relação ao recente ataque dos EUA a complexos nucleares iranianos durante o conflito no Oriente Médio.

Na ocasião, o ex-presidente Donald Trump classificou a ação como uma “ação defensiva”, justificando que se tratava da proteção dos interesses dos EUA e de seus aliados.

Ainda antes disso, Estados Unidos e países europeus defenderam a redução de tensões na região, ressaltando que Israel “tinha o direito de se defender e garantir sua segurança”.

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O Brasil, por sua vez, reagiu de forma distinta. O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial em que condenou “com veemência” a ofensiva norte-americana, destacando que o ataque colocava em risco civis e violava normas internacionais.

“O governo brasileiro expressa grave preocupação com a escalada militar no Oriente Médio e condena com veemência, nesse contexto, ataques militares de Israel e, mais recentemente, dos Estados Unidos, contra instalações nucleares, em violação da soberania do Irã e do direito internacional”, afirmou a nota.

De acordo com “The Economist”, a tendência é de que a relação entre Brasil e Irã se aprofunde ainda mais com a realização da próxima Cúpula dos Brics, que ocorrerá no Rio de Janeiro na próxima semana.

O Irã passou a integrar o grupo em 2024, e o Brasil ocupa atualmente a presidência do bloco. Isso deve, segundo a revista, reforçar os laços entre os dois países.

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