Justiça da Colômbia proíbe candidato de ultradireita de usar camisa da seleção como símbolo político Foto: Reprodução
O candidato à Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, foi proibido judicialmente de utilizar a camisa da seleção de futebol do país como símbolo de sua campanha política de extrema-direita. A decisão ocorreu depois que a esquerda do país passou a reclamar da postura estética do político.
O candidato adversário, Iván Cepeda, chegou a acusá-lo de 'roubar e se apropriar da camisa'. De la Espriella costuma utilizar a vestimenta em eventos públicos e, com a proximidade da Copa do Mundo, o hábito ficou ainda mais recorrente.
A decisão judicial determina a proibição imediata e definitiva do uso da camisa como símbolo identificador de seu partido político, de sua campanha ou de sua imagem pessoal em espaços públicos.
A extrema-direita colombiana demonstrou força nas urnas e conquistou a maioria dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais. O advogado Abelardo de la Espriella confirmou o favoritismo do bloco conservador e garantiu sua vaga no segundo turno ao liderar a disputa com 44% dos votos, após uma arrancada meteórica na reta final da campanha que desidratou candidaturas tradicionais.
Do outro da disputa está o senador Iván Cepeda, que somou 41% das urnas. Representando a esquerda e o legado do atual governo de Gustavo Petro, Cepeda foca sua campanha na manutenção das reformas sociais e na controversa busca por acordos de pacificação nacional.
De la Espriella é apoiado pelo presidente estadunidense Donald Trump, e não perdeu tempo para comemorar o feito e projetar a sua vitória no segundo turno: "Vamos mudar a história da Colômbia para sempre. No segundo turno das eleições, derrotaremos a tirania e o absolutismo".
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