Raio de Ferro utilizado por Israel Foto: Divulgação/Ministério da Defesa de Israel
Israel utilizou pela primeira vez, na última quarta-feira, 18 de junho, o sistema de laser antiaéreo "Iron Beam" ("Raio de Ferro", em português) para interceptar mísseis iranianos, segundo informações divulgadas pela agência russa Tass.
Segundo um funcionário israelense em Moscou, na Rússia, o armamento, mesmo após três anos do seu lançamento, ainda está em fase de testes.
Este é o primeiro conflito em que o "Raio de Ferro" é empregado, marcando sua estreia operacional em meio ao agravamento das tensões entre Israel e Irã.
O "Raio de Ferro" é considerado um dos sistemas de defesa mais avançados de Israel contra ameaças aéreas.
De acordo com a desenvolvedora Rafael Advanced Defense Systems, o laser tem capacidade de 100kw com bateria ilimitada, sendo capaz de neutralizar não apenas mísseis, mas também foguetes, artilharia, morteiros, mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados (UAVs), inclusive drones.
O sistema é composto por três partes: o raio principal, que intercepta as ameaças no ar; um escâner de rastreamento de objetos voadores; e uma base que reconhece os alvos e calcula a resposta de defesa.
Segundo uma reportagem do jornal The Wall Street Journal de 2022, o "Raio de Ferro" possui energia suficiente para abastecer até 360 residências e cada disparo custa menos de cinco dólares para o governo israelense.
"Este sistema laser é uma mudança estratégica para Israel e para o mundo", declarou Naftali Bennett, ex-primeiro-ministro de Israel, ao anunciar o desenvolvimento do armamento em 2022.
Apesar de sua alta tecnologia, o sistema ainda apresenta limitações: seu alcance é de cerca de 10 km, o que reduz sua eficácia em combates de longa distância.
Além disso, a necessidade de eletricidade ou baterias pode limitar sua atuação em certos contextos operacionais.
Durante a audiência jubilar realizada na Basílica de São Pedro, no dia 14 de junho, o papa Leão XIV fez um apelo pela paz entre Israel e Irã. O pontífice também pediu o fim das ameaças nucleares que cercam o conflito envolvendo os dois países.
"Deteriorou-se gravemente a situação no Irã e em Israel. Em um momento tão delicado, desejo renovar com força um apelo à responsabilidade e à razão. O compromisso de construir um mundo mais seguro e livre de ameaças nucleares deve ser perseguido por meio de um encontro respeitoso e um diálogo sincero, para edificar uma paz duradoura baseada na justiça, na fraternidade e no bem comum", declarou o papa.
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