A República Islâmica intensificou o uso da pena de morte por motivos políticos, registrando 224 execuções somente em 2024.
20 de maio de 2024 às 10:51 - Atualizado às 10:55
Ebrahim Raisi, ex-presidente do Irã. Ebrahim Raisi, ex-presidente do Irã.
Ebrahim Raisi, aos 63 anos, conquistou a presidência do Irã em 2021, garantindo a vitória no primeiro turno para um mandato de quatro anos.
A eleição foi notável por sua alta taxa de abstenção e pela exclusão de diversos concorrentes, os quais foram impedidos de concorrer pelo Conselho de Guardiães da Constituição.
Denunciado várias vezes pela Organização das Nações Unidas (ONU), o país não se limita apenas a esses atos antidemocráticos.
As praticas são antigas, mas o Irã expos ao mundo os problemas que rondam o governo e as instituições do país ainda em 2022, quando Mahsa Amini, de 22 anos, morreu torturada enquanto estava detida pela polícia da moralidade, em Teerã, por vestir "trajes impróprios".
Ainda em 2022, o Conselho de Direitos Humanos da ONU soltou um relatório citando ações do país que violaram os direitos humanos:
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Já em 2024, a Iran Human Rights (IHR), uma ONG internacional, trouxe à luz a execução de duas mulheres por enforcamento no último sábado, 18 de maio.
De acordo com os dados da organização, a República Islâmica intensificou o uso da pena de morte por motivos políticos, registrando 224 execuções somente em 2024.
Entre essas vítimas está Fatemeh Abdulahi, uma mulher de 27 anos, cuja execução se deu pelo suposto assassinato de seu marido.
Segundo a Iran Human Rights, as autoridades enforcaram dez mulheres no Irã em 2024.
Além disso, a ONG observa que, no momento da denúncia, nem os meios de comunicação nacionais nem as autoridades iranianas haviam reportado qualquer uma das execuções.
Sob a presidência de Ebrahim, o governo iraniano respondeu com violência aos protestos que eclodiram em 2022 após a morte de Mahsa Amini, presa por não usar o véu corretamente.
Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana), mais de 500 manifestantes foram mortos.
Raisi defendeu a repressão afirmando que o Irã deveria "lidar de forma decisiva com aqueles que se opõem à segurança e tranquilidade do país".
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