Ryan Routh, condenado sentenciado à perpétua e Donald Trump. Fotos: Palm Beach County Sheriff's Office/Wikimedia Commons e Daniel Torok/White House. Arte: Portal de Prefeitura
A juíza distrital dos Estados Unidos, Aileen Cannon, sentenciou à prisão perpétua, na quarta-feira, 4 de fevereiro, Ryan Routh, o homem condenado por tentar assassinar o presidente Donald Trump em 15 de setembro de 2024.
O caso ocorreu enquanto o líder americano, que na época era candidato, estava jogando golpe na Flórida. A sentença já havia sido pedida pelos promotores do caso após um júri concluir que Ryan pretendia matar Trump, quando apontou um fuzil atrás de uma cerca.
Foi argumentado que o condenado planejou o ataque por meses e estava disposto a cometer o assassinato de qualquer pessoa que se colocasse em seu caminho, além de não demonstrar arrependimento e nem remorso.
Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado em setembro de 2025 por cinco crimes, entre eles a tentativa de assassinato de Trump. Ele também recebeu condenações por três acusações de porte ilegal de arma de fogo e uma por obstrução de agente federal no momento da prisão.
O réu, que atuou como próprio advogado durante parte do processo, havia sugerido uma pena de 27 anos de prisão. Ele negou a intenção de matar Trump, afirmou estar disposto a se submeter a tratamento psicológico para um transtorno de personalidade e alegou que os jurados foram induzidos ao erro.
Após a leitura do veredicto, Routh tentou se ferir com uma caneta e precisou ser contido por agentes federais. Durante a sessão, a filha do condenado afirmou que o pai não havia ferido ninguém e disse que tentaria retirá-lo da prisão.
Em uma rede social, Donald Trump comentou a decisão e afirmou que Routh era “um homem mau” e que tinha “uma intenção maligna”.
No dia do crime, Routh foi identificado por um agente do Serviço Secreto escondido entre arbustos próximos ao campo de golfe. O agente efetuou disparos, mas o suspeito conseguiu fugir sem atirar. Cerca de 45 minutos depois, ele foi localizado e preso enquanto dirigia.
Durante o julgamento, o promotor John Shipley afirmou que o plano foi “cuidadosamente elaborado” e que, sem a intervenção do agente, Trump poderia não ter sobrevivido. A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, declarou que a condenação demonstra o compromisso do Departamento de Justiça em punir atos de violência política.
O caso foi julgado no tribunal federal de Fort Pierce, na Flórida, em meio ao aumento do debate sobre violência política nos Estados Unidos. Trump foi alvo de duas tentativas de assassinato em 2024, incluindo outro episódio no qual foi atingido de raspão na orelha durante a campanha presidencial.
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