Donald Trump e Nicolás Maduro Foto: Reprodução
A tensão entre Estados Unidos e Venezuela ganhou novos contornos nesta quinta-feira, 27 de novembro, quando o presidente Donald Trump anunciou a possibilidade de operações terrestres contra o tráfico de drogas no país sul-americano. Segundo ele, embora o envio de entorpecentes por via marítima esteja diminuindo, o transporte por terra, mais fácil de controlar, será o próximo alvo das ações americanas.
O presidente fez o anúncio durante uma reunião com militares, destacando que os Estados Unidos querem interromper o fluxo de drogas para o país.
“Alertamos eles a pararem de enviar veneno para o nosso país”, disse Trump, sem informar detalhes sobre datas ou métodos de operação.
A declaração segue um padrão recente de escalada verbal. Na terça-feira (25), Trump afirmou que está disposto a lidar com a Venezuela “do jeito difícil”, caso outras alternativas não funcionem.
Durante entrevista a bordo do Air Force One, ele reconheceu a possibilidade de diálogo com Nicolás Maduro, apesar de considerar o presidente venezuelano como líder de uma organização terrorista.
“Se pudermos resolver as coisas do jeito fácil, seria bom. E se tivermos que fazer isso do jeito difícil, tudo bem também”, declarou.
O governo americano também tomou medidas legais contra grupos ligados a Maduro. O Cartel de los Soles foi incluído na lista de organizações terroristas, acusado de enviar drogas para os Estados Unidos. A Venezuela nega qualquer envolvimento e questiona a própria existência do grupo.
No plano militar, os EUA reforçaram sua presença no Caribe desde setembro. Foram deslocados oito navios de guerra, caças F-35 e o porta-aviões Gerald Ford, o maior do mundo. Segundo autoridades americanas, o objetivo é combater o narcotráfico, mas especialistas alertam para o risco de aumento da tensão na região.
Apesar das especulações sobre uma possível ação para derrubar Maduro, fontes americanas afirmam que não há, no momento, planos de capturá-lo ou eliminá-lo. Operações clandestinas têm foco no tráfico de drogas, segundo autoridades sob anonimato, embora acrescentem que a saída de Maduro não seria lamentada caso ocorra.
Trump ressaltou que a classificação do Cartel de los Soles como organização terrorista dá base legal para atingir alvos relacionados a Maduro, mas deixou claro que não pretende agir imediatamente. “Todas as opções estão sobre a mesa”, afirmou.
O governo venezuelano criticou a decisão americana, classificando-a como uma tentativa de forçar uma mudança de regime. Caracas considerou “ridícula” a inclusão do cartel na lista de terroristas e reforçou que não há ligação com o grupo.
Analistas apontam que a possibilidade de operações terrestres representa uma nova fase na atuação americana contra o narcotráfico, que até agora se concentrava em ações marítimas.
O movimento dos EUA aumenta a pressão sobre a Venezuela e pode afetar a estabilidade da região do Caribe e as relações diplomáticas entre os dois países, em um momento de tensão política interna para Caracas.
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