Pernambuco, 05 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Governo Trump anuncia que EUA irão aumentar presença militar na América Latina

Especialista aponta que a nova política é um recado à China e uma resposta à crescente influência econômica de Pequim na região.

Ricardo Lélis

06 de dezembro de 2025 às 17:05   - Atualizado às 17:05

Presidente dos EUA Donald Trump.

Presidente dos EUA Donald Trump. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

O governo dos Estados Unidos (EUA) publicou, na sexta-feira, 5 de dezembro, a Estratégia Nacional de Segurança Nacional do país anunciando a reafirmação da Doutrina Monroe com a “proeminência” de Washington sobre todo o Hemisfério Ocidental, o que inclui as Américas do Sul, Central e do Norte.

“Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região”, diz o documento da Casa Branca.

Para o professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo, Alexandre Pires, a nova política é um recado à China e uma resposta à crescente influência econômica de Pequim na região. O documento publicado hoje deve nortear a política externa dos EUA no governo de Donald Trump.

“Negaremos a concorrentes de fora do Hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais em nosso Hemisfério”, completou o governo Trump.

Doutrina Monroe

Criada em 1823, quando os EUA despontavam como nova potência mundial, a Doutrina Monroe afirma que a “América é para os americanos” e serviu, à época, para desafiar às potências europeias na influência econômica, militar e cultural na América Latina.

Veja Também

No documento publicado hoje, o governo dos EUA diz que aplicará um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, em uma espécie de releitura do projeto inicial do século 19 que expandiu a influência dos EUA por todo o continente.  

Entre os objetivos da nova política, estaria o de “estabelecer ou expandir o acesso em locais de importância estratégica” e “fazer todo o possível para expulsar as empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”.

Recado à China

O professor Alexandre Pires aponta que todo o esforço dos EUA está em enfraquecer a presença da China na América Latina, sendo Pequim o destinatário da mensagem publicada nesta sexta-feira.

“É o movimento que já estamos vendo de os EUA retomarem o controle do Canal do Panamá de modo indireto, fazendo o Panamá abrir mão de contratos de terminais com a China. Tem a mobilização militar nunca vista no Caribe para pressionar a Venezuela, que é um forte aliado da Rússia e da China, além das pressões sobre a Dinamarca com relação à Groenlândia”, afirmou à Agência Brasil.

O documento da Casa Branca afirma que os EUA vão se concentrar em “aliar-se” e “expandir-se” na região.

“Recompensaremos e incentivaremos os governos, partidos políticos e movimentos da região que estejam amplamente alinhados com nossos princípios e estratégia. Mas não devemos ignorar governos com perspectivas diferentes, com os quais, ainda assim, compartilhamos interesses e que desejam trabalhar conosco”, afirma o governo Trump.

A Casa Branca diz que “concorrentes” de fora do Hemisfério têm feito “incursões” no continente que prejudicam a economia dos EUA.

“Permitir essas incursões sem uma reação séria é outro grande erro estratégico americano das últimas décadas”, afirma a publicação.

A Casa Branca acrescenta ainda que as alianças dos EUA com países da região devem “estar condicionados à redução gradual da influência externa adversária”.

O professor do Imbec SP Alexandre Pires destacou que essa política externa tende a limitar a soberania de todos os países da região ao dificultar acordos com potências de fora do hemisfério.

"Ou seja, se um acordo do Peru ou do Chile com a China para fornecimento de minerais afetar os interesses dos norte-americanos, o país deveria negociar com os Estados Unidos também. Caso contrário, os EUA fariam algum tipo de interferência, com tarifas, alguma coisa geopolítica, geoeconômica e, no limite, militar”, afirmou.

Agência Brasil

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

10:39, 05 Mar

Imagem Clima

30

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções e 104 jogos, em um torneio realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Curiosidades

Copa do Mundo 2026 terá 104 jogos e novo formato com 48 seleções

Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México amplia número de partidas e muda fase de grupos.

Jürgen Klopp pode ser o novo treinador do Atlético de Madrid
Colchoneros

Jurgen Klopp, ex-Liverpool, pode assumir comando de gigante espanhol; confira

O treinador alemão não dirige um clube desde 2024, quando deixou o Liverpool e se tornou diretor global de futebol da Red Bull.

Mulheres antes da revolução Islâmica.
História

Minissaias e rock: curiosidades de como era o Irã antes do regime dos Aiatolás

País já foi um dos mais liberais do Oriente Médio, com vida noturna vibrante e direitos civis avançados para as mulheres.

mais notícias

+

Newsletter