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EUA paga recompensa de R$ 150 MILHÕES por informações para prender MADURO

O anúncio ocorreu poucas horas após a posse do líder venezuelano para mais um mandato, cuja legitimidade foi rejeitada por Washington.

Ricardo Lélis

10 de janeiro de 2025 às 19:30   - Atualizado às 19:30

Governo dos EUA oferece recompensa para prender Maduro

Governo dos EUA oferece recompensa para prender Maduro Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta sexta-feira, 10 de janeiro, uma recompensa de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 150 milhões) por informações que resultem na prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O anúncio ocorreu poucas horas após a posse do líder venezuelano para mais um mandato, cuja legitimidade foi rejeitada por Washington.  

O Departamento de Estado dos EUA divulgou que, além do valor destinado a informações sobre Maduro, há recompensas para outros líderes chavistas, totalizando US$ 65 milhões. Entre eles:

  • Diosdado Cabello Rondón: US$ 25 milhões  
  • Vladimir Padrino López, ministro da Defesa: US$ 15 milhões  

As recompensas fazem parte do Programa de Recompensa para Narcóticos, que busca responsabilizar líderes do regime chavista por acusações de tráfico e corrupção.  

Em paralelo, o Departamento do Tesouro americano anunciou novas sanções econômicas contra oito aliados de Maduro, incluindo altos funcionários da estatal de petróleo PdVSA e da companhia aérea Conviasa. Os sancionados são acusados de violações de direitos humanos e repressão contra opositores.  

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O subsecretário interino do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Bradley T. Smith, enfatizou que a PdVSA é central para gerar receitas ilícitas que sustentam o regime de Maduro. Entre os alvos das sanções estão:  

  • Hector Obregón Pérez, presidente da PdVSA  
  • Ramon Velásquez Araguayán, presidente da Conviasa e ministro dos Transportes  

O governo de Joe Biden rejeitou o resultado das eleições venezuelanas de 2024, classificando o pleito como fraudulento, e reiterou seu apoio ao voto democrático no país.

Em comunicado, as autoridades reforçaram que as medidas buscam promover uma transição pacífica e democrática.  

Como parte das ações, os Estados Unidos prorrogaram por 18 meses o status de proteção temporária para milhares de venezuelanos que residem no país, permitindo que continuem a viver e trabalhar legalmente nos EUA.  

Entretanto, a medida não interfere nas permissões concedidas a empresas estrangeiras, como a Chevron, que possuem licenças para explorar petróleo na Venezuela.  

O Departamento de Estado publicou fotos e informações sobre as recompensas e acusações nas redes sociais.

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