Mina nos EUA contém US$ 37 bilhões em terras raras como neodímio e térbio. A descoberta pode impulsionar motores elétricos e sistemas de defesa, embora traga desafios técnicos e ambientais.
Mina de Terras raras; descoberta valiosa avaliada em US$ 37 bilhões. Foto de Dominik Vanyi na Unsplash
Em uma antiga mina de carvão em Sheridan, nos EUA, uma aquisição de apenas US$ 2 milhões em 2011 revelou, anos depois, uma das jazidas mais valiosas do país: estima-se que contenha US$ 37 bilhões em terras raras fundamentais para tecnologias avançadas.
Elementos como neodímio, térbio e disprósio, identificados na mina, são usados na fabricação de ímãs permanentes para turbinas eólicas e motores de veículos elétricos, setores onde a demanda global dispara.
Hoje, a China domina cerca de 80% do refino global desses minerais. Essa descoberta americana pode, nas próximas décadas, promover uma diminuição importante dessa dependência, reduzindo vulnerabilidades na cadeia produtiva estratégica.
Segundo estimativas, a jazida permitirá aos EUA produzir milhões de motores elétricos por ano, volume comparável à produção da gigante BYD, favorecendo a soberania tecnológica americana.
Além de uso civil, esses minerais poderão desempenhar papel-chave em sistemas de armas hipersônicas, área em que os EUA buscam reduzir a vantagem técnica da China.
A presença de resíduos radioativos como urânio e tório exige sistemas de separação complexos. Embora protótipos laboratoriais tenham se mostrado eficazes, escalar esses métodos exigirá investimentos significativos e rigor técnico.
A mina foi originalmente projetada para extração de carvão. O transporte e processamento dos novos minerais obrigarão adaptações em estradas, logística e ambientes de armazenamento, um projeto que demanda planejamento detalhado.
Especialistas defendem a união entre setor público, indústria e governo para viabilidade. A concorrência exige tanto flexibilidade regulatória quanto comprometimento ambiental, abrindo caminho para novos acordos estratégicos.
Além do impacto econômico, o projeto pode fortalecer a segurança industrial. A autonomia sobre elementos críticos reduz riscos de rupturas nos mercados globais, ainda mais em tempos de competição tecnológica.
Essa descoberta marca o primeiro achado relevante de terras raras nos EUA em sete décadas. Pode ser o ponto de virada para uma nova era de autossuficiência tecnológica americana.
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