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Estados Unidos revogam visto de ex-ministro do TSE que tornou Bolsonaro inelegível

Benedito Gonçalves ficou marcado ao afirmar ao ministro Alexandre de Moraes que "missão dada é missão cumprida" durante a diplomação do presidente Lula, em dezembro de 2022.

Ricardo Lélis

22 de setembro de 2025 às 19:15   - Atualizado às 19:15

Alexandre de Moraes e Benedito Gonçalves.

Alexandre de Moraes e Benedito Gonçalves. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O governo dos Estados Unidos revogou nesta segunda-feira, 22 de setembro, o visto do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves, segundo informações da Reuters.

Gonçalves foi relator das ações que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposto abuso de poder político e econômico, em decisões que o impediram de disputar eleições pelos próximos oito anos.

O magistrado também ficou marcado ao afirmar ao ministro Alexandre de Moraes que “missão dada é missão cumprida” durante a diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em dezembro de 2022.

De acordo com a agência, a medida faz parte de uma lista de sanções contra aliados de Moraes. Também foram incluídos o ex-procurador-geral José Levi, o juiz auxiliar do STF Airton Vieira, o ex-assessor do TSE Marco Antonio Martin Vargas e o assessor Rafael Henrique Janela Tamai Rocha.

O governo Trump justificou as punições como resposta ao que classificou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro e às ações de Moraes em defesa da regulação das big techs.

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Ainda nesta segunda-feira, os Estados Unidos aplicaram a Lei Magnitsky contra Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

A sanção bloqueia bens dela e de empresas ligadas ao casal em solo americano, além de proibir qualquer transação financeira com cidadãos ou companhias norte-americanas.

Em comunicado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, criticou diretamente a atuação de Moraes, mencionando uma suposta “caça às bruxas” que teria como alvo o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

“Alexandre de Moraes assumiu para si o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas dos Estados Unidos e do Brasil”, afirmou Bessent.

O secretário acrescentou que Moraes é responsabilizado por ações que incluem censura, detenções arbitrárias e processos judicializados com motivação política. Segundo Bessent, a medida demonstra que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de seus cidadãos.

“Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos judicializados com motivação política — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará responsabilizando aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, completou o comunicado.

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