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O Império do Medo: como o ditador Nicolás Maduro transformou a Venezuela em um estado de horror

Relatórios da ONU apontam um padrão claro de prisões arbitrárias, tortura, desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais.

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06 de janeiro de 2026 às 10:34   - Atualizado às 10:48

Venezuela em crise humanitária

Venezuela em crise humanitária Foto: Reprodução/IA

A Venezuela, um país outrora reconhecido por sua riqueza petrolífera, tornou-se sinônimo de repressão, medo e crise humanitária nos últimos anos. Em um capítulo sem precedentes dessa história, Nicolás Maduro foi capturado por forças norte-americanas na madrugada de 3 de janeiro de 2026, após ataques a Caracas e outras regiões. Segundo o então presidente Donald Trump, Maduro e sua esposa são acusados de liderar um cartel internacional de drogas e cometer atos de terrorismo. Autoridades venezuelanas contestam a versão dos EUA, enquanto organismos internacionais acompanham o caso, exigindo investigações independentes.

Essa captura marca o que muitos analistas chamam de fim simbólico de um regime marcado pelo terror institucional, mas evidencia anos de abusos que transformaram a Venezuela em um dos países mais perigosos para opositores políticos e líderes civis.

Perseguição política e repressão sistemática

Desde que assumiu o poder em 2013, Maduro consolidou um Estado de controle absoluto, utilizando forças de segurança, serviços de inteligência e grupos armados pró-governo para silenciar opositores. Relatórios da ONU, Human Rights Watch e Amnesty International apontam um padrão claro de prisões arbitrárias, tortura, desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais.

Organizações de direitos humanos estimam que centenas de presos políticos permanecem detidos, muitas vezes sem mandado judicial, sem acesso a advogados e sem comunicação com familiares. Durante protestos populares, mais de 2 mil pessoas foram detidas, com relatos de espancamentos, choques elétricos, privação de sono e violência psicológica. Famílias inteiras foram ameaçadas, e mulheres foram vítimas de abuso sexual, utilizado como ferramenta de coerção e humilhação.

O impacto sobre líderes religiosos e civis

Além da repressão política, a perseguição religiosa na Venezuela evidencia como Maduro utilizou o medo para controlar a sociedade civil. Padres, pastores e bispos católicos e evangélicos que denunciavam violações de direitos humanos ou criticavam o regime foram alvo de intimidação, vigilância e campanhas de difamação, muitas vezes conduzidas pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN) ou grupos conhecidos como colectivos.

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A pressão se estendia ao campo institucional: igrejas enfrentaram bloqueios a projetos sociais, dificuldades para renovar vistos de missionários e até fechamento de rádios e emissoras religiosas críticas ao governo. Esse controle ideológico buscava transformar o país em um Estado de silêncio e medo, onde qualquer voz dissidente era punida.

Mortes, desaparecimentos e crise humanitária

Durante protestos e operações policiais em áreas vulneráveis, forças do Estado foram responsáveis por mortes e desaparecimentos forçados, muitas vezes registradas como execuções extrajudiciais. O resultado foi um clima de terror que afetou toda a sociedade, incentivando o exílio de milhões de venezuelanos e configurando uma das maiores crises migratórias da América Latina.

Especialistas destacam que a captura de Maduro pelos EUA simboliza não apenas uma resposta internacional aos crimes cometidos, mas também uma oportunidade para reconstruir instituições e restaurar direitos civis e religiosos no país.

Mais do que números, os relatos de vítimas e familiares mostram vidas destruídas, jovens silenciados e um país refém do terror. O regime de Nicolás Maduro transformou a Venezuela em um estado de horror, onde o medo foi institucionalizado e a liberdade sufocada. A captura recente marca o início de um novo capítulo, mas os desafios humanitários e democráticos continuam enormes.

A comunidade internacional observa atentamente, enquanto a Venezuela busca reconstruir seu futuro e libertar-se do legado de décadas de repressão.

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