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Sindicato afirma que jornalistas na Venezuela estão sendo presos por autoridades chavistas

Segundo a entidade, as detenções ocorreram no mesmo dia da posse de novos parlamentares e da abertura do ano legislativo no país.

Redação

06 de janeiro de 2026 às 10:34   - Atualizado às 10:36

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Reprodução

O Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa da Venezuela denunciou, na segunda-feira, 5 de janeiro, a prisão de 14 jornalistas e funcionários de veículos de comunicação durante acontecimentos oficiais na Assembleia Nacional. Os atos teriam sido cometidos por autoridades chavistas, ligadas a Nicolás Maduro.

Segundo a entidade, as detenções ocorreram no mesmo dia da posse de novos parlamentares e da abertura do ano legislativo no país, em um contexto marcado por forte tensão política e denúncias de restrições à liberdade de imprensa.

De acordo com o sindicato, 11 dos profissionais presos atuam em meios de comunicação e agências internacionais, enquanto um trabalha em um veículo nacional. O SNTP informou ainda que, do total de detidos, ao menos 10 permanecem sob custódia das autoridades venezuelanas até o momento da divulgação da denúncia. A entidade afirmou que parte das prisões aconteceu dentro e nos arredores do prédio da Assembleia Nacional, justamente durante a cobertura jornalística dos eventos oficiais.

A cerimônia realizada nesta segunda-feira marcou a posse de novos parlamentares e o início formal do ano legislativo. No mesmo local, Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina da Venezuela em um ato acompanhado por autoridades e representantes do poder público. O sindicato apontou que a presença de jornalistas no local tinha caráter estritamente profissional, com o objetivo de informar a população sobre os desdobramentos políticos do país.

Em nota pública, o SNTP pediu a libertação imediata de todos os jornalistas e funcionários de imprensa detidos. A entidade também destacou que as prisões se somam a um cenário mais amplo de perseguição contra profissionais da comunicação na Venezuela. Ainda na segunda-feira (5), o sindicato já havia cobrado a libertação de 23 jornalistas e trabalhadores da imprensa que seguem presos, além do desbloqueio de mais de 60 meios de comunicação que permanecem censurados na internet no país.

O sindicato afirmou que a prática de detenções e restrições ao trabalho jornalístico compromete qualquer perspectiva de avanço institucional. Segundo o comunicado, não existe possibilidade de transição democrática enquanto persistirem ações como perseguição política, censura e prisões consideradas arbitrárias. A entidade ressaltou que o jornalismo exerce papel essencial em momentos de mudança política e que impedir o trabalho da imprensa afeta diretamente o direito da sociedade à informação.

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