Donald Trump e Nicolás Maduro Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve uma conversa por telefone com o ditador venezuelano Nicolás Maduro no último fim de semana, segundo reportagem do New York Times. A chamada contou com a participação do secretário de Estado, Marco Rubio, um dos críticos mais severos do regime chavista dentro do governo americano.
De acordo com o jornal, Trump e Maduro discutiram a possibilidade de um encontro presencial em solo americano, embora nenhuma reunião tenha sido oficialmente marcada até o momento. O teor completo da conversa não foi divulgado, mas especialistas afirmam que o diálogo sinaliza uma tentativa de aproximação diplomática em meio a tensões regionais.
A ligação ocorreu poucos dias antes de o Departamento de Estado dos EUA classificar oficialmente o Cartel de los Soles, controlado por Maduro, como uma organização terrorista estrangeira. A medida reforça a pressão sobre integrantes do regime e das Forças Armadas venezuelanas e vem em um momento de intensa mobilização militar dos Estados Unidos na região do Caribe.
Trump também comentou sobre as operações terrestres de combate ao narcotráfico na Venezuela, afirmando que elas começarão “muito em breve”. Segundo ele, o objetivo é impedir que drogas sejam transportadas para os EUA por vias terrestres, complementando ações já realizadas por mar e ar. Atualmente, cerca de 12 mil militares americanos estão destacados na região, com navios de guerra e caças, liderados pelo porta-aviões USS Gerald R. Ford.
O Cartel de los Soles já havia sido alvo de sanções em julho, mas a designação como organização terrorista estrangeira entrou em vigor em 24 de novembro, conforme publicação no Diário Oficial dos Estados Unidos. O secretário Marco Rubio ressaltou que a organização é comandada diretamente pelo regime de Maduro, sendo responsável por grandes operações de narcotráfico na região.
Analistas destacam que a conversa telefônica entre Trump e Maduro combina sinalização diplomática com postura firme contra o narcotráfico, mostrando que os Estados Unidos buscam equilibrar diálogo e medidas coercitivas. A iniciativa também ocorre em um contexto de máxima atenção internacional sobre a Venezuela, com a pressão de sanções, presença militar e monitoramento das atividades do regime.
Essa ligação histórica pode abrir caminho para negociações futuras, mas também reforça a determinação dos EUA em combater o tráfico de drogas e limitar a influência política e militar de Maduro na região.
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