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Consulado dos EUA envia condolências ao Rio sobre quatro policiais mortos na megaoperação

A carta reconhece "o valor e a honra desses profissionais que deram suas vidas em defesa da segurança pública."

Gabriel Alves

06 de novembro de 2025 às 14:44   - Atualizado às 14:44

Policiais que foram mortos na megaoperação.

Policiais que foram mortos na megaoperação. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Cesar dos Santos, recebeu carta de condolências do Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro “pela trágica perda” dos quatro policiais que morreram na Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha no dia 28 de outubro.

A carta é assinada por James M. Sparks, do estafe da Divisão Antidrogas. Segundo ele, “a missão de proteger a sociedade exige coragem, dedicação e sacrifício”. A carta reconhece “o valor e a honra desses profissionais que deram suas vidas em defesa da segurança pública.”

Sparks reitera “respeito e admiração pelo trabalho incansável das forças de segurança do Estado” e se coloca à disposição para qualquer apoio necessário.

Conforme relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), 121 pessoas foram mortas na Operação Contenção. Desse total, dois eram policiais militares e dois eram policiais civis.

Nenhuma das pessoas mortas havia sido denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro criou um observatório para acompanhar a apuração sobre o cumprimento da lei pelas policias Civil e Militar durante a Operação Contenção.

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O principal alvo da operação - Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, líder do Comando Vermelho (CV) – segue em liberdade após nove dias da operação.

Resposta do governo

Em nota, o governo do Rio de Janeiro disse que mantém constante troca de informações com instituições de combate ao narcotráfico dos EUA e de outros países, "já que se trata de crime com ramificações internacionais".

"É neste contexto que o DEA se coloca à disposição para qualquer apoio que se faça necessário. James M. Sparks, que assina a nota, trabalha no Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. Essa interlocução nada tem a ver com qualquer permissão a ações do governo americano em solo brasileiro. Até porque não é permitido pela legislação brasileira", diz o comunicado.

Matéria ampliada para acréscimo de nota do governo do Rio de Janeiro.

Agência Brasil

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