Criação do Conselho de Paz Foto: Daniel Torok/Casa Branca
A criação do chamado Conselho da Paz, iniciativa articulada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a acender debates entre cristãos ao redor do mundo. O órgão internacional, anunciado em janeiro de 2026, surge inicialmente com o objetivo de coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza, mas já nasce com uma proposta mais ampla: atuar como mediador de conflitos globais e promover acordos multilaterais de paz.
A adesão de dezenas de países ao projeto e o envolvimento direto de líderes políticos influentes levantaram questionamentos que ultrapassam o campo diplomático. Para muitos cristãos, especialmente os interessados em escatologia bíblica, a iniciativa desperta dúvidas sobre possíveis sinais proféticos relacionados aos últimos tempos.
Entre os líderes cristãos que se manifestaram sobre o tema, o arqueólogo e pastor Rodrigo Silva adotou um tom cauteloso. Em reflexão compartilhada com o público, ele destaca que iniciativas humanas de paz não são inéditas na história e, embora possam refletir boas intenções, não resolvem o problema central da humanidade segundo a fé cristã: o pecado e a inclinação do coração humano ao conflito.
Segundo essa perspectiva, acordos políticos podem promover estabilidade temporária, mas a Bíblia aponta que a paz plena só será estabelecida de forma definitiva com a intervenção de Cristo. Para o pastor, isso exige discernimento: reconhecer esforços legítimos de diálogo sem atribuir automaticamente significados apocalípticos a cada movimento geopolítico.
Outro ponto que tem chamado atenção é a participação de países do Oriente Médio no Conselho da Paz, incluindo nações historicamente centrais para o islamismo e para o judaísmo. Para o pastor Lamartine Posella, esse elemento acrescenta uma camada espiritual ao debate.
Ele observa que qualquer acordo que envolva diretamente países ligados às três grandes religiões monoteístas judaísmo, cristianismo e islamismo — inevitavelmente desperta leituras proféticas. Em sua análise, uma eventual convergência religiosa sob o discurso da paz exige atenção, especialmente diante de textos bíblicos que alertam para períodos de aparente segurança que antecedem grandes rupturas espirituais.
Rodrigo Silva também relembra que propostas globais de paz já marcaram outros momentos da história, como a criação de organismos internacionais após grandes guerras. Para ele, o erro está em transformar cada iniciativa política em um “sinal definitivo” do fim dos tempos.
Essa leitura imediatista, muitas vezes chamada de “hermenêutica de manchete”, pode gerar ansiedade, previsões equivocadas e até frustração espiritual. A escatologia bíblica, segundo o pastor, convida mais à vigilância constante do que à tentativa de decifrar datas ou personagens específicos.
Apesar da cautela, os líderes religiosos reforçam que prudência não significa indiferença. A fé cristã ensina vigilância, discernimento e atenção aos movimentos do mundo, sem abandonar a esperança nem o senso crítico.
A reflexão sobre o Conselho da Paz termina com uma mensagem clara: iniciativas humanas de paz são importantes, mas não substituem a necessidade de transformação espiritual. Para os cristãos, a verdadeira paz não está apenas em acordos assinados, mas em uma esperança que transcende a política e aponta para valores eternos.
O debate segue intenso, dividindo opiniões e alimentando reflexões profundas sobre fé, poder e os rumos do mundo contemporâneo.
Da redação do Portal com informações do site Guiame
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