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Trump anuncia envio de "grande força naval" para monitorar Irã de perto

O presidente americano reforçou que prefere evitar qualquer tipo de confronto, mas destacou que os Estados Unidos acompanham o país de forma constante.

Redação

23 de janeiro de 2026 às 09:11   - Atualizado às 09:13

Donald Trump.

Donald Trump. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, que o governo norte-americano determinou o envio de uma força naval para a região do Golfo, com atenção voltada principalmente ao Irã. A declaração ocorreu durante o retorno do presidente do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, e reacendeu o debate sobre o nível de tensão entre Washington e Teerã.

Trump falou com jornalistas a bordo do Air Force One e descreveu a movimentação militar como o deslocamento de uma grande armada naval. Segundo ele, a decisão tem caráter preventivo e faz parte de uma estratégia de monitoramento mais rigoroso das ações iranianas. O presidente reforçou que prefere evitar qualquer tipo de confronto, mas destacou que os Estados Unidos acompanham o Irã de forma constante.

“Estamos observando o Irã. Temos uma grande força indo em direção ao Irã. Eu preferiria não ver nada acontecer, mas estamos observando-os muito de perto. Talvez nem precisemos usar essa força. Temos muitos navios indo naquela direção, apenas por precaução”, declarou Trump durante a conversa com a imprensa.

Autoridades norte-americanas, citadas pela emissora Al Jazeera, informaram que um grupo de porta-aviões e outros recursos militares deve chegar ao Oriente Médio nos próximos dias. De acordo com relatos da imprensa dos Estados Unidos, o porta-aviões USS Abraham Lincoln e o seu grupo de ataque receberam ordens para alterar o curso e seguir do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio, atendendo à nova diretriz do governo norte-americano.

A nova movimentação ocorre pouco tempo depois de Trump ter adotado um tom mais cauteloso em relação ao Irã. Na semana anterior, o presidente havia recuado de ameaças diretas de ação militar contra Teerã após afirmar que recebeu garantias de que o governo iraniano não executaria manifestantes detidos durante protestos recentes no país. Mesmo assim, a Casa Branca manteve o discurso de vigilância e prontidão militar.

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O histórico recente contribui para o clima de instabilidade. A última grande mobilização militar ordenada por Washington no Oriente Médio aconteceu em junho de 2025, quando os Estados Unidos se uniram a Israel em um conflito de 12 dias contra o Irã. Naquele episódio, forças norte-americanas realizaram ataques diretos ao programa nuclear iraniano, ampliando a tensão diplomática e militar na região.

Durante a declaração desta quinta-feira, Trump também fez referência direta a esses ataques. O presidente voltou a afirmar que o Irã não pode utilizar energia nuclear para fins militares e deixou claro que novas ações podem ocorrer caso o país descumpra esse entendimento.

“Eles não podem usar energia nuclear. Se o fizerem, isso vai acontecer de novo”, afirmou, ao mencionar os bombardeios de 2025.

O cenário interno do Irã também aparece como fator relevante nesse contexto. Segundo a imprensa estatal iraniana, os protestos contra o governo, iniciados em 28 de dezembro, resultaram em 3.117 mortes. Esse número inclui civis e integrantes das forças de segurança. Uma fonte ouvida pela agência Reuters, sob condição de anonimato, apresentou uma estimativa ainda maior e afirmou que o total de mortos pode ter chegado a 5.000.

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