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Alistamento Militar na Alemanha pode volta a ser obrigatório para homens acima dos 18 anos

O governo estabeleceu a meta de aumentar o número de militares da ativa, que hoje está em torno de 180 mil, para mais de 260 mil.

Cami Cardoso

17 de novembro de 2025 às 14:05   - Atualizado às 14:35

Alistamento Militar na Alemanha pode volta a ser obrigatório para homens acima dos 18 anos

Alistamento Militar na Alemanha pode volta a ser obrigatório para homens acima dos 18 anos Foto: Freepik

A Alemanha deu um passo decisivo para reformular seu sistema de defesa ao chegar a um acordo que redefine o processo de serviço militar no país. A coalizão governista decidiu que todos os homens com mais de 18 anos precisarão se apresentar às Forças Armadas a partir de agora. A medida foi anunciada na quinta-feira, 13 de novembro de 2025, e marca o fim do modelo baseado apenas em voluntários.

A proposta exige que cidadãos nascidos a partir de 1º de janeiro de 2008 compareçam às unidades militares, realizem exames médicos e respondam a um questionário que avalia motivação e aptidão para o serviço.

O governo pretende manter metas anuais de recrutamento preenchidas por voluntários. Se o número for suficiente, os demais jovens que se apresentarem serão liberados. Caso fique abaixo do previsto, o Parlamento alemão, o Bundestag, poderá decidir mais tarde pela adoção de um sistema compulsório, definido conforme a demanda das Forças Armadas. O projeto ainda precisa receber aprovação parlamentar antes de entrar em vigor.

A mudança ocorre em um contexto de pressão crescente sobre Berlim para ampliar sua capacidade militar. A Alemanha suspendeu o serviço obrigatório em 2011 e, desde então, depende exclusivamente de voluntários. O avanço da Rússia na Ucrânia e a instabilidade nas fronteiras da Otan reacenderam o debate sobre o preparo militar do país. O próprio ministro da Defesa, Boris Pistorius, vem alertando publicamente que a Alemanha deve estar pronta para um eventual conflito até 2029.

Nesse cenário, a Bundeswehr começou a reforçar sua estrutura. Neste ano, inaugurou uma unidade voltada para a proteção de infraestrutura crítica e abriu a primeira brigada baseada fora do território alemão desde a Segunda Guerra Mundial.

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A ampliação do contingente é uma das prioridades de Berlim. O governo estabeleceu a meta de aumentar o número de militares da ativa, que hoje está em torno de 180 mil, para mais de 260 mil. A estratégia inclui também a formação de uma reserva com cerca de 200 mil integrantes.

Mesmo com iniciativas anteriores, o país não alcançou resultados satisfatórios. Em 2024, o governo aprovou um projeto que obrigava homens de 18 anos a responderem um questionário sobre saúde e disposição para servir.

A medida não surtiu o efeito esperado, e a meta intermediária de 203 mil soldados não foi atingida. Diante disso, a nova proposta avança ao exigir a presença física dos jovens para exames médicos. O questionário continua como parte fundamental do processo.

A previsão é que a legislação entre em vigor no início de 2026. De acordo com informações publicadas pelo jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, os registros médicos obtidos durante as avaliações servirão para identificar quem pode ser convocado em caso de guerra.

A intenção é ampliar o número de jovens aptos para compor a reserva e garantir respostas rápidas em situações de conflito. A convocação direta deve ocorrer apenas entre os mais aptos, sem recorrer ao sorteio como primeira opção.

O projeto também prevê incentivos para quem se voluntariar. Jovens que optarem por ingressar no serviço militar podem receber salários na casa de € 2.600 mensais e ainda terão possibilidade de estender o período de serviço. Quem cumprir ao menos 12 meses terá o status de soldado temporário e acesso a benefícios adicionais, como ajuda de custo para obter a carteira de motorista.

Trechos do plano divulgados pelo jornal Welt indicam que o Bundestag decidirá posteriormente, por lei, se deve adotar um serviço obrigatório baseado na necessidade.

Só após a avaliação de todas as medidas e caso haja mais recrutas do que vagas, o governo poderá recorrer ao sorteio, sempre como último recurso. A administração federal deixa claro que não haverá ativação automática da obrigação de servir, reforçando que a convocação compulsória dependerá de uma análise detalhada do cenário militar do país.

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