Sport problemas financeiros de 2025 são enormes. Foto: Paulo Paiva / Sport Recife
O Sport Club do Recife divulgou o balanço financeiro referente ao exercício de 2025 com um resultado negativo expressivo. O clube fechou o período com déficit de aproximadamente R$ 112 milhões, número significativamente superior ao registrado no ano anterior, quando o prejuízo havia sido de cerda de R$ 16,5 milhões, alto para uma disputa da Segunda Divisão do Futebol Brasileiro.
O resultado reforça um cenário de desequilíbrio entre receitas e despesas, mesmo em um ano de aumento na arrecadação. Em 2025, o Leão alcançou uma receita total superior a R$ 269 milhões, mas os custos operacionais ultrapassaram R$ 272 milhões, além de impacto negativo no resultado financeiro.
Um dos principais fatoresa para o déficit está ligado ao crescimento das despesas, especialmente no departamente de futebol. Os gastos com a atividade chegaram a mais de R$ 132 milhões, representando a maior fatia do orçamento do clube.
Além disso, despesas administrativas e outros custos operacionais também contribuíram para o resultado negativo. A soma desses fatores elevou o custo total a um patamar superior à receira líquida, gerando o prejuízo final.
O cenário segue uma tendência observada nos últimos anos. Em 2024, na Série B, o rubro-negro já havia registrado um déficit, mesmo com aumento de receitas impulsionados pela negociação de atletas, como a venda de Pedro Lima ao Wolverhampton, da Inglaterra, pelo valor de R$ 60 milhões.
Outro ponto relevante do balanço é o tamanho da dívida acumulada. O passivo total do Sport ultrapassou a marca de R$ 400 milhões, deixando claro e assustador o comprometimento financeira da instituição.
O aumento das obrigações está relacionado, principalmente, a fornecedores, encargos trabalhistas e compromissos assumidos em temporadas anteriores. A relação do passivo ocorre mesmo em um contexto onde o clube tenta realizar uma reestruturação financeira, como a recuperação judicial, que já foi aprovada recentemente.
Apesar do resultado negativo, o clube apresentou crescimento relevante nas receitas. O desempenho financeiro foi impulsionado por direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria e quadro de sócios, além da participação na Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Brasileirão.
Mesmo com o aumento da arrecadação, isso não foi o suficiente para equilibrar as contas rubro-negras.
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