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Como usar a alimentação para ter uma pele bonita e saudável

Nutricionista do CEJAM explica como investir em frutas, vegetais coloridos e gorduras boas pode garantir a saúde da pele, enquanto açúcar e ultraprocessados aceleram o envelhecimento.

Redação

16 de setembro de 2025 às 11:20   - Atualizado às 11:21

Como usar a alimentação para ter uma pele bonita e saudável.

Como usar a alimentação para ter uma pele bonita e saudável. Foto: Freepik

Manter a pele bonita e protegida vai muito além dos cuidados externos. De acordo com a nutricionista Camila Lucena, da UBS Alto da Ponte - unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Campos (SMS-SJC), a alimentação desempenha um papel central na integridade cutânea, potencializando tratamentos estéticos e prevenindo o envelhecimento precoce.

No cardápio diário, não podem faltar frutas, vegetais coloridos, oleaginosas, sementes, abacate e bastante água.

“Esses alimentos fornecem nutrientes fundamentais, como vitamina A, que promove a renovação celular; vitamina C, que estimula a síntese de colágeno e atua como antioxidante; vitamina E, que protege contra o estresse oxidativo; e zinco, essencial para cicatrização, controle da oleosidade e defesa imunológica da pele”, explica Camila.

O consumo de gorduras boas, presentes no abacate, azeite e sementes, também é primordial no reforço da barreira lipídica natural, que mantém a pele hidratada e menos reativa. Já os ácidos graxos, a exemplo do ômega-3, encontrados em peixes -salmão, sardinha e atum - e em alimentos vegetais, como as sementes e alga marinha, têm ação anti-inflamatória e contribuem para uma aparência mais viçosa.

Por outro lado, açúcares simples, alimentos ultraprocessados, gorduras trans e excesso de álcool comprometem a saúde e o bom aspecto da pele.“O açúcar em excesso provoca a glicação das fibras de colágeno, tornando-as rígidas e quebradiças, enquanto os processados aumentam a inflamação e enfraquecem a barreira cutânea”, alerta a nutricionista.

Para quem está iniciando os cuidados, Camila sugere um primeiro passo simples: reduzir o consumo de açúcar e aumentar a ingestão de frutas e vegetais ricos em antioxidantes. Ela acrescenta que a suplementação com colágeno hidrolisado associado à vitamina C, silício orgânico, zinco quelado, astaxantina, vitamina D (quando há deficiência) e ômega-3 de cadeia longa (EPA/DHA) pode potencializar os resultados.

“Os antioxidantes naturais presentes em frutas e verduras funcionam como escudos contra os radicais livres, prevenindo danos ao DNA e à estrutura do colágeno. No entanto, só a alimentação não garante proteção total”, ressalta.

Hábitos como uso diário de protetor solar, limpeza adequada e a aplicação de produtos antioxidantes tópicos continuam sendo indispensáveis.

“Uma alimentação equilibrada oferece os nutrientes essenciais para reparar tecidos, controlar processos inflamatórios e potencializar o efeito de cosméticos e tratamentos estéticos. É um trabalho conjunto: de dentro para fora”, conclui.

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