Grávida tomando vacina. Foto: Reprodução/Butantan
Um novo reforço na proteção das gestantes e dos bebês está prestes a chegar à rede pública. O Sistema Único de Saúde (SUS) vai disponibilizar, gratuitamente, uma vacina para grávidas com o objetivo de prevenir complicações causadas por um vírus comum, mas perigoso, entre recém-nascidos e crianças pequenas. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde.
A vacina, que já custa em torno de R$ 1.600 na rede privada, deve ser incorporada ao SUS até o final do ano, segundo a pasta. A novidade promete proteger recém-nascidos ainda nos primeiros meses de vida, quando o sistema imunológico ainda é imaturo e o risco de infecções graves é maior.
O Ministério da Saúde explica que a nova vacina será aplicada em gestantes e atua por meio da transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gravidez, oferecendo uma proteção imediata após o nascimento. A medida faz parte de uma nova estratégia nacional para reduzir as hospitalizações causadas por infecções respiratórias graves.
Segundo estudos apresentados à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), a vacinação de gestantes pode evitar até 28 mil internações por ano no Brasil. No total, a medida poderá beneficiar cerca de 2 milhões de bebês anualmente.
O alvo da nova vacina é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças com menos de dois anos.
O VSR é apontado como uma das principais causas de internações de recém-nascidos no país e pode levar à morte em casos graves.
Entre 2018 e 2024, mais de 83 mil internações de bebês prematuros foram registradas devido a complicações associadas ao vírus, como bronquiolite e pneumonia. Agora, com a nova tecnologia, o SUS espera reduzir esses números de forma significativa.
A nova estratégia inclui, além da vacina para gestantes, um anticorpo monoclonal para bebês prematuros e crianças com comorbidades. Ambas as tecnologias foram avaliadas e recomendadas pela Conitec por seus impactos positivos na redução de hospitalizações e mortalidade infantil.
“A introdução dessas tecnologias representa um avanço significativo na proteção das nossas crianças. É um marco da política de imunização e do cuidado com gestantes e recém-nascidos”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A vacina será incorporada oficialmente ao SUS por meio de portaria a ser publicada nos próximos dias. A expectativa é que a aplicação comece ainda este ano nas unidades básicas de saúde de todo o país.
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