Samir Xaud, atual presidente da CBF. Foto: Rafael Ribeiro / CBF
A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 continua gerando repercussões fora das quatro linhas. Em meio às críticas pelo desempenho da equipe comandada por Carlo Ancelotti, o comentarista Elia Junior afirmou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vive uma grave crise institucional e pode passar por mudanças profundas em sua estrutura de comando.
Durante participação em um programa esportivo, o jornalista declarou que uma "limpa" deve ocorrer na entidade e apontou que o presidente Samir Xaud pode deixar o cargo em um curto espaço de tempo.

Segundo Elia Junior, o cenário atual da CBF ultrapassa o debate sobre os resultados da Seleção Brasileira e evidencia um ambiente de instabilidade política e administrativa.
"Vai haver uma limpa na CBF", afirmou o comentarista. Na avaliação dele, a permanência de Samir Xaud está ameaçada e uma eventual saída pode acontecer "nos próximos cinco ou dez dias", diante da pressão que se intensificou após a eliminação brasileira.
As declarações refletem o clima de incerteza nos bastidores da entidade, que voltou a ser alvo de questionamentos em meio à crise esportiva vivida pela Seleção.
Além da eliminação precoce no Mundial, Samir Xaud enfrenta repercussões relacionadas a denúncias divulgadas recentemente envolvendo sua administração.
Reportagens apontaram o suposto uso de recursos ligados à CBF para custear viagens e hospedagens de mulheres durante compromissos internacionais da entidade. A confederação negou qualquer irregularidade e informou que todas as despesas foram realizadas dentro dos critérios institucionais adotados pela administração.
Mesmo com a negativa, Elia Junior acredita que o episódio aumentou significativamente a pressão sobre o presidente e pode servir como fator determinante para uma mudança no comando da entidade.
Samir Xaud assumiu a presidência da CBF em 2025, após a saída de Ednaldo Rodrigues. Ele foi eleito em chapa única, com amplo apoio das federações estaduais, mas enfrentou resistência de parte dos clubes desde o início do mandato.
Antes mesmo da atual crise, o dirigente já era alvo de questionamentos envolvendo ações trabalhistas, um processo por suposta fraude em hospital público em Roraima, críticas relacionadas à sua atuação na gestão da saúde municipal e investigações sobre regularização de terras em área ambiental. Xaud nega irregularidades em todos os casos.
A expectativa inicial era de que sua gestão proporcionasse estabilidade institucional e desse respaldo ao trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. No entanto, os acontecimentos recentes aumentaram a pressão sobre a diretoria da entidade.
Durante sua análise, Elia Junior também comentou o trabalho de Carlo Ancelotti. Embora tenha afirmado torcer para estar equivocado sobre o desempenho do treinador, o comentarista declarou que, se estivesse na posição do italiano, teria "vergonha" de assumir a Seleção Brasileira diante do atual cenário vivido pela CBF.
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