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Brasil acertou menos da metade dos passes da Noruega em eliminação na Copa do Mundo; veja números

úmeros da Fifa escancaram superioridade norueguesa no controle da partida; seleção brasileira terminou com apenas 291 passes certos contra 581 dos europeus.

Pedão Repórter

06 de julho de 2026 às 14:40   - Atualizado às 14:41

Ancelotti durante derrota do Brasil para a Noruega.

Ancelotti durante derrota do Brasil para a Noruega. Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 também ficou marcada por um dado que evidencia o domínio europeu durante a partida. Segundo estatísticas oficiais da Fifa, a Seleção Brasileira completou menos da metade dos passes certos da equipe norueguesa no confronto disputado em Nova Jersey.

Enquanto a Noruega acertou 617 passes ao longo dos 90 minutos, o Brasil terminou a partida com apenas 279, uma diferença de 338 passes completos entre as equipes. O número traduz o controle dos noruegueses sobre a posse de bola e a dificuldade brasileira para manter a circulação da bola durante boa parte do duelo.

A superioridade também apareceu na posse de bola. A Noruega ficou com 55% do tempo de posse, contra 35% do Brasil. Os outros 10% foram contabilizados pela Fifa como bola em disputa. De acordo com dados da Opta, o percentual brasileiro representa o pior índice de posse de bola da Seleção em partidas de Copa do Mundo desde que o levantamento passou a ser realizado.

Ancelotti durante derrota do Brasil para a Noruega.

Rápida recuperação de bola

Outro indicador reforça a intensidade da equipe europeia. A Noruega precisou, em média, de apenas 17 segundos para recuperar a posse de bola, enquanto o Brasil levou cerca de 21 segundos, demonstrando menor eficiência na pressão e na retomada das jogadas.

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Plano contra a velocidade Haaland

Após a partida, o técnico Carlo Ancelotti justificou a dificuldade em pressionar a saída de bola adversária. Segundo o treinador, a estratégia norueguesa de recuar jogadores para participar da construção tornava arriscada uma marcação alta, principalmente pela velocidade de Erling Haaland nos contra-ataques.

Dentro de campo, o panorama estatístico refletiu o que foi visto durante o jogo: uma Noruega confortável com a bola nos pés e um Brasil que encontrou dificuldades para controlar a partida, construir jogadas e impor seu ritmo. O domínio na troca de passes foi um dos fatores que ajudaram a explicar a classificação norueguesa para as quartas de final do Mundial.

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