torcidas organizadas Foto: Reprodução
A festa nas arquibancadas dos estádios pernambucanos vai voltar a ter cor. Uma decisão da Justiça estendeu para a Explosão Inferno Coral (Santa Cruz) e para a Torcida Jovem (Sport) o direito de entrar nos jogos com uniformes, faixas, bandeiras e instrumentos musicais.
A medida repete o que já tinha sido liberado para a torcida Náutico Até Morrer, que entrou com o pedido inicial na Justiça. Com isso, os três grandes clubes do estado voltam a ter seus grupos organizados autorizados a usar os materiais oficiais, acabando com uma proibição que durava desde o dia 1º de fevereiro de 2025, quando um acordo restritivo havia banido esses itens
A confusão toda começou porque uma lei de 2025 exigia que as torcidas fizessem um cadastro chamado CETO para poder levar os materiais para o estádio. O grande problema é que o próprio Governo do Estado e a polícia demoraram para colocar esse sistema para funcionar.
Na prática, o Estado passou a usar a própria falha, a falta do cadastro que ele mesmo não criou, como justificativa para proibir a entrada de qualquer bandeira ou camisa. Para a Justiça, isso é errado, pois a falha do governo não pode servir de justificativa para barrar as organizadas de entrar em estádios.
Apesar da liberação, a Justiça deixou bem claro que não é bagunça. A segurança nos estádios continua sendo prioridade, e as torcidas precisam seguir um passo a passo rigoroso antes de cada partida:
Aviso com antecedência: A torcida precisa enviar um pedido formal para a polícia ou para a Secretaria de Defesa Social até 72 horas antes do jogo.
Nome dos responsáveis: É obrigatório informar o nome completo, RG, CPF, telefone e foto das pessoas que vão carregar e cuidar dos materiais.
Lista de tudo o que vai entrar: A polícia precisa receber uma relação completa com fotos de todas as faixas e bandeiras.
Vistoria antes do jogo: Os materiais devem ser apresentados nos locais e horários combinados com a polícia para receber lacres de controle.
O que continua proibido: Armas, fogos de artifício, sinalizadores e garrafas de vidro seguem totalmente banidos.
Além de tudo isso, a polícia tem o direito de proibir os materiais de última hora se descobrir qualquer risco de briga ou confusão entre as torcidas.
O processo vai continuar sendo acompanhado de perto. Depois dos primeiros jogos, as torcidas e a polícia vão precisar entregar relatórios para contar se tudo ocorreu bem e se houve algum problema.
Depois que o Ministério Público analisar os dados, a Justiça vai decidir se a autorização continua valendo de vez. Agora, a bola está com os torcedores para provar que a festa e a paz podem andar juntas.
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