Torcida organizada do Náutico. Foto: Divulgação
A torcida organizada Náutico Até Morrer (TJF) teve um projeto social aprovado na plataforma Juventude Solidária, iniciativa do Governo Federal voltada ao incentivo de ações voltadas para a crianças e jovens. A proposta, chamada Oficina da Bateria Sinistra, pretende oferecer aulas gratuitas de instrumentos de percussão para jovens, utilizando a música como ferramenta de inclusão, aprendizado e convivência social.
A iniciativa foi confirmada pelo diretor-geral da torcida, Philipe Fox, que explicou que o projeto busca aproximar os jovens da cultura das arquibancadas por meio da música e, ao mesmo tempo, combater o estigma de que torcidas organizadas estão associadas apenas a episódios de violência.
Segundo o diretor-geral, a proposta pretende mostrar outro lado da torcida, destacando ações voltadas para a formação de cidadãos e para o fortalecimento da cultura ligada ao Clube Náutico Capibaribe.
O projeto terá duração de seis meses e contará com recursos destinados pelo programa federal para custear parte das atividades previstas ao longo desse período. Conforme as informações divulgadas pelo próprio programa, a iniciativa terá início no dia 16 de julho e seguirá até 16 de janeiro de 2027.
Durante esse período, a torcida organizada receberá um investimento dividido em seis parcelas mensais de R$ 2 mil, totalizando R$ 12 mil. Esse valor será destinado ao desenvolvimento das atividades previstas no projeto. Os recursos serão utilizados para contribuir com a realização das oficinas e demais ações relacionadas à iniciativa.
A Oficina da Bateria Sinistra foi estruturada para ensinar jovens a tocar os instrumentos utilizados nas arquibancadas durante os jogos do Náutico. As aulas acontecerão duas vezes por semana e serão realizadas na sede da torcida organizada ou na sede social do Clube Náutico Capibaribe. Os dois espaços ficam localizados no bairro dos Aflitos, na Zona Norte do Recife.
De acordo com Philipe Fox, a expectativa é atender aproximadamente 2 mil jovens ao longo dos seis meses de funcionamento do projeto. A proposta busca incentivar o aprendizado musical, estimular o trabalho em equipe e criar um ambiente de convivência entre os participantes.
A proposta também busca reforçar que a animação das arquibancadas faz parte da identidade do futebol e pode servir como ferramenta de inclusão para novos participantes.
Em nota divulgada nas redes sociais, a Náutico Até Morrer TJF comemorou a aprovação do projeto e destacou o objetivo da ação.
"Vamos levar o ritmo do Timbu para além dos estádios, formando cidadãos, preservando nossa cultura e mostrando que a TJF é grande dentro e fora de campo", afirmou a torcida.
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