Técnico do Palmeiras aplaude à beira do campo durante partida, uniforme cinza de comissão técnica e torcida ao fundo Foto: Cesar Greco/Palmeiras/Fotos Públicas
O ano foi de decepções para o palmeirense. Vice-campeão paulista, brasileiro e da Taça Libertadores, o Palmeiras encerrou 2025, pela primeira vez desde a chegada de Abel Ferreira, sem títulos. A frustração foi pública e ganhou tom de cobrança interna, inclusive com desabafos da presidente Leila Pereira sobre a falta de efetividade na final continental.
A resposta do clube para 2026 começou cedo. Apesar das críticas da própria presidente, Abel renovou até dezembro de 2027, alinhando o ciclo esportivo ao fim do mandato de Leila e prometendo continuidade ao projeto de longo prazo do clube.
O Palmeiras terminou o ano colecionando vices e com a sensação de que a equipe comandada por Abel perdeu parte da eficiência quando mais importava. A cobrança por criação de chances e agressividade ofensiva entrou na pauta, algo que ficou evidente no debate interno após a Libertadores e a reta final do Brasileiro.
Mesmo sem títulos, o clube não vive um cenário de terra arrasada fora de campo. Reportagens indicam que a receita de 2025 deve ser recorde, perto de R$ 1,7 bilhão, o que amplia a margem para ajustes pontuais e reposições cirúrgicas, sem necessariamente promover uma reformulação em massa.
Há um paradoxo interessante no fim de 2025: apesar das derrotas decisivas, o Palmeiras volta a ocupar a liderança do ranking de clubes da Conmebol para a temporada 2026. O ranking é usado para definir potes e cabeças de chave na Libertadores e na Sul-Americana, o que, na prática, tende a colocar o time em posições mais favoráveis no desenho do caminho, evitando adversários mais fortes já de início e ajudando a organizar o planejamento de viagens e elenco. Para Abel e a diretoria, trata-se de um consolo.
A diretriz para 2026 é mexer onde não encaixou e reforçar com critério, sem repetir o volume de entradas e saídas de 2025. Entre os movimentos já concretos, a saída de Aníbal Moreno para o River Plate é tratada como a primeira grande lacuna a ser endereçada na janela. A negociação gira em torno de US$ 7 milhões, valor que recoloca no mercado a necessidade de um volante com perfil de intensidade e leitura defensiva, mas também capacidade de iniciar jogadas sob pressão.
Na defesa, o clube já definiu uma peça importante: Bruno Fuchs teve a compra confirmada e assinou até o fim de 2029, sinalizando aposta em estabilidade para um setor que, em 2025, conviveu com oscilações e cobranças.
O Palmeiras também mantém a aposta na recuperação de Facundo Torres e Ramón Sosa, citados pelo próprio Abel como parte do planejamento, apesar das críticas recebidas pela torcida pelo alto valor investido pelo clube em ambos.
Depois de um ano sem taças, o objetivo central é simples de definir e difícil de executar: voltar a ganhar. Para medir se o caminho está correto, alguns indicadores tendem a virar termômetro interno e externo, como pontos por jogo no Brasileiro, diferença de xG a favor e contra para avaliar criação e controle, índices de pressão e recuperação com marcação alta, além de minutos para atletas da base em partidas relevantes.
Para o torcedor, acompanhar a temporada vai exigir olhar além do placar, entendendo se a equipe volta a dominar jogos decisivos com consistência. E, em semanas de grande visibilidade, é natural que a conversa digital ao redor do time se espalhe por diferentes ecossistemas, inclusive quando plataformas com bônus projetam ações e campanhas em torno de jogos de alto interesse. Jogue com responsabilidade.
No fim, 2026 será o teste do “Palmeiras do pós-vices”: manutenção de Abel, correções pontuais, transição planejada no gol e reposições cirúrgicas. O clube tem estrutura e ranking a favor, mas o que vai separar um ano de cobrança de um ano de taça é transformar planejamento em execução quando a bola estiver queimando.
Com Abel garantido até 2027, a comissão ganha tempo para recalibrar o modelo sem recomeçar do zero. A discussão para 2026 passa por uma frente: melhorar a produção ofensiva em jogos grandes, algo que historicamente foi um diferencial do Palmeiras em mata-matas.
Um ponto concreto do planejamento ocorre na direção contrária do ataque. Com Weverton se recuperando de fratura na mão, Carlos Miguel terminou 2025 como goleiro titular da equipe e a tendência é que ele ganhe minutos e confiança para assumir a camisa 1 de forma mais definitiva no próximo ano.
A venda de Aníbal cria espaço esportivo e também abre margem financeira para reposição. Ao mesmo tempo, com receitas elevadas em 2025, a lógica do clube tende a ser de reinvestir com disciplina, mirando “perfis” e não apenas nomes: um volante para substituir a saída e talvez um meia criativo para substituir Raphael Veiga, que perdeu a titularidade da equipe durante a temporada.
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