Messi afirma que argentinos não chegam com dinheiro ao "fim do mês" e Javier Milei confirma Foto: Reprodução / AFA e X
Antes de serem derrotados na final do Mundial por 1 a 0 para a Espanha no domingo, 19 de julho, Lionel Messi afirmou que a seleção estava orgulhosa e feliz por poder dar alegria ao povo argentino.
Em sua declaração, o capitão destacou o papel social do futebol diante da crise financeira enfrentada pela população, ressaltando que o torneio ajuda o país a esquecer as dificuldades diárias, como o desemprego e a luta constante daqueles que não conseguem chegar ao fim do mês com dinheiro no bolso.
"Estamos orgulhosos e felizes por poder dar essa alegria ao povo. Sabemos que as Copas do Mundo são especiais para nós e nos esquecemos de todas as coisas ruins pelas quais temos que passar, que existem pessoas que estão tendo dificuldades, que não têm emprego, que não conseguem chegar ao fim do mês ou que estão constantemente lutando; em nossa vida, é o que sempre nos tocou"
A declaração, vista como uma crítica velada à situação econômica da Argentina, gerou uma reação imediata do presidente Javier Milei. Através de um comunicado publicado em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), o governo considerou a fala do jogador "totalmente verdade", mas atribuiu a culpa da crise às duas décadas de gestões anteriores ligadas ao kirchnerismo, alegando que os problemas não podem ser apagados em 24 meses.
A nota presidencial defendeu as reformas profundas aplicadas nos últimos dois anos, afirmando que o cenário atual é superior ao de períodos passados, que registravam altos índices de pobreza e inflação. O comunicado concluiu pontuando que o caminho para a recuperação do país é árduo, mas necessário.
"Em relação às palavras do melhor jogador de futebol da História, Lionel Messi, de que há pessoas que estão passando por momentos difíceis, isso é totalmente verdade. Duas décadas de declínio kirchnerista não podem ser apagadas em 24 meses", justificou a declaração do capitão da seleção argentina.
"Sim, tivemos dois anos de reformas profundas, e o país está infinitamente melhor do que há dois anos, quando havia 60% de pobreza, 20% de extrema pobreza, inflação anual de 15.000%, salários de miséria e uma moeda que se desvalorizava a cada dia... mas ainda há um longo caminho a percorrer. Ninguém prometeu que seria fácil. O caminho é muito árduo, mas é o que fará a Argentina grande novamente".
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