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Leões de Teranga, Bafana Bafana, Tubarões Azuis: conheça os apelidos das seleções da Copa do Mundo

Muito além dos uniformes oficiais e das bandeiras, os seus apelidos são capazes dar nome a suas identidades. Eles misturam história, símbolos nacionais, fauna local e uma boa dose de orgulho cultural.

Cami Cardoso

18 de junho de 2026 às 14:02   - Atualizado às 15:13

Leões de Teranga, Bafana Bafana, Tubarões Azuis: conheça os apelidos das seleções da Copa do Mundo

Leões de Teranga, Bafana Bafana, Tubarões Azuis: conheça os apelidos das seleções da Copa do Mundo Foto: Reprodução / Redes Sociais

Bafana Bafana, Les Bleus, Red Devils... Se você ainda não sabe do que se trata, prepare-se para entrar de cabeça no universo místico das alcunhas das seleções pelo mundo. Muito além dos uniformes oficiais e das bandeiras, os seus apelidos são capazes dar nome a suas identidades.

Eles misturam história, símbolos nacionais, fauna local e uma boa dose de orgulho cultural. Para os torcedores, essas nomenclaturas funcionam como um verdadeiro grito de guerra capaz de arrepiar qualquer um nas arquibancadas.

África

Os representantes do futebol africano largam na frente quando o tópico é apelidos criativos, explorando principalmente a fauna e a rica história cultural do continente para criar identidades marcantes.

Na arquibancada e nos gramados, os times são reverenciados por alcunhas que impõem respeito e carregam forte simbolismo nacional: a imponência dos felinos se faz presente com os Leões de Teranga (Senegal), os Leões do Atlas (Marrocos) e Os Leopardos (RD Congo). 

Enquanto a força da biodiversidade local é celebrada com Os Elefantes (Costa do Marfim), os Tubarões Azuis (Cabo Verde) e As Raposas do Deserto (Argélia).

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Além do reino animal, o continente exalta suas raízes históricas e culturais com Os Faraós (Egito) e as Águias de Cartago (Tunísia), que remetem a civilizações antigas e poderosas, além do orgulho político presente em Os Estrelas Negras (Gana) e do tom carismático e acolhedor dos Bafana Bafana (África do Sul). 

América do Sul

Pelas terras do futebol arte, os apelidos das seleções sul-americanas refletem a paixão pelas cores nacionais, as heranças culturais e as riquezas que movem cada país.

Diferente de outros lugares que apostam no reino animal, por aqui a tradição cromática dita o ritmo das arquibancadas: a paixão brasileira é representada pelo voo da Seleção Canarinho, em alusão ao amarelo vibrante do uniforme, enquanto a tradição platina exalta o azul com a mística Celeste (Uruguai) e a imponente La Albiceleste (Argentina). O orgulho pelas cores da bandeira também batiza La Tri (Equador).

Completando a identidade do continente, a ancestralidade e a economia ganham força com Los Guaraníes (Paraguai), uma justa homenagem aos povos indígenas originários, e Los Cafeteros (Colômbia), que celebra a histórica cultura do cultivo de café e os trabalhadores locais.

América do Norte, Central e Caribe

Mais acima do mapa, as seleções da América do Norte, Central e Caribe trazem uma mistura rica de patriotismo, orgulho histórico e geopolítica em seus apelidos.

A identidade visual das bandeiras dita a força de gigantes da região, como visto no clássico El Tri (México), exaltando o verde, branco e vermelho, e em Les Rouges (Canadá), uma referência direta à cor predominante do país.

O patriotismo também aparece no pragmático USMNT (EUA), sigla oficial para a seleção masculina de futebol.

Caminhando pelo Caribe e América Central, a natureza exuberante e a história ganham força: A Onda Azul (Curaçao) celebra as águas paradisíacas do mar caribenho, enquanto o Panamá exalta sua maior obra de infraestrutura e símbolo nacional com Los Canaleros.

Por fim, o Haiti resgata suas raízes de bravura em Les Grenadiers, uma imponente homenagem à unidade militar que comandou a primeira e única revolução comandada por escravos do mundo. 

Oceania

As representantes da Oceania apostam na criatividade linguística e na forte identidade cultural de suas nações para batizar suas equipes, mesmo com uma delas competindo em terras asiáticas.

O maior exemplo dessa engenhosidade vem com os Socceroos (Austrália), um trocadilho genial que une as palavras soccer (futebol) e kangaroo (canguru), o animal mais icônico de sua fauna.

Já a Nova Zelândia prefere seguir a tradição esportiva de suas cores com os All Whites, uma referência direta ao seu uniforme predominantemente branco. 

Europa

No velho continente, a tradição, a realeza e a história militar dão o tom para apelidos imponentes. A soberania e os símbolos nacionais aparecem em Os Três Leões (Inglaterra), na Seleção das Quinas (Portugal), nos Kockasti (Croácia) e nos imponentes Løvene (Noruega) e Os Dragões (Bósnia).

A história e o estilo de jogo revolucionaram o futebol com a Laranja Mecânica (Holanda), o Wunderteam (Áustria) e La Furia (Espanha), enquanto a identidade visual e as cores marcam o Exército de Tartan (Escócia), Les Bleus (França), Blågult (Suécia) e os Red Devils (Bélgica). Por fim, o pragmatismo linguístico se faz presente nos diretos Die Mannschaft (Alemanha), La Nati (Suíça) e Repre (República Tcheca).

Ásia e Oriente Médio

No continente asiático e no Oriente Médio, os apelidos misturam a honra de guerreiros históricos, misticismo e forte simbolismo nacional.

A herança dos combatentes e a soberania do povo ganham vida com os Samurais Azuis (Japão), os Guerreiros de Taegeuk (Coreia do Sul), os honrados Os Cavalheiros (Jordânia) e no popular Team Melli (Irã), que significa "Time do Povo".

A fauna imponente da região se faz presente com os Lobos Brancos (Uzbequistão), Os Falcões Verdes (Arábia Saudita) e os históricos Leões da Mesopotâmia (Iraque).

Por fim, o orgulho pelos símbolos e cores nacionais fecha a identidade da região com As Estrelas Crescentes (Turquia) e Os Grenás (Catar).

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