Romário abre mão de R$ 46 mil no Senado após cobrança por Foto: Reprodução / CazeTV
O ex-jogador e senador Romário (PL-RJ) teve seus eventuais créditos junto à CazéTV alvos de uma determinação de penhora pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A medida judicial visa garantir a quitação de uma dívida de R$ 32,4 milhões, resultante de uma ação movida pela construtora Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra o parlamentar e sua empresa.
Para viabilizar a execução da sentença, o tribunal ordenou que a emissora apresente a íntegra de contratos, propostas e comprovantes de pagamentos feitos ao senador.
Além disso, a Justiça impôs que a CazéTV declare se existem vínculos contratuais indiretos entre Romário e parceiros comerciais envolvidos na cobertura da Copa de 2026. A determinação busca mapear pagamentos realizados por patrocinadores, produtoras ou agências integradas à cadeia econômica da transmissão.
O processo, que tramita sob segredo de Justiça, encontra-se atualmente em fase de cumprimento de sentença. Caso os pagamentos tenham sido efetuados por empresas coligadas ou parceiras, a CazéTV deverá informar a qualificação completa das pagadoras, permitindo que o Judiciário identifique novas fontes de renda passíveis de penhora para o pagamento do débito.
A Justiça de São Paulo determinou a penhora de parte do salário do senador Romário (PL-RJ) para quitar uma dívida decorrente de uma condenação por danos morais em ação movida pelo ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol Marco Polo Del Nero.
A decisão autoriza a retenção de 30% dos vencimentos do parlamentar para o pagamento de uma dívida de R$ 34 mil.
Segundo a magistrada responsável pelo caso, a medida foi fundamentada em uma declaração pública de Romário, que afirmou que abriria mão do salário de senador durante o período em que estivesse cobrindo a Copa do Mundo para um canal no YouTube.
Na avaliação da juíza, ao declarar que dispensaria essa remuneração, o senador demonstrou que o salário, naquele contexto, deixou de possuir caráter alimentar, o que justificaria a penhora parcial dos valores.
A condenação tem origem em uma entrevista concedida por Romário em 2017, quando chamou Del Nero de "mau-caráter", "corrupto", "safado" e "ladrão". As declarações motivaram a ação por danos morais movida pelo ex-dirigente da CBF.
Além de determinar o desconto direto na folha de pagamento, a Justiça intimou o senador a não ocultar nem dispor dos valores que serão retidos. O descumprimento da ordem poderá resultar na aplicação de multa por ato atentatório à dignidade da Justiça.
Segundo a decisão, ao todo 35% do salário mensal de aproximadamente R$ 46 mil de Romário deverá ser penhorado para quitar duas dívidas judiciais que, somadas, chegam a R$ 78 mil. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
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