No momento, que foi flagrado ao vivo por uma emissora de TV local que cobria a celebração, é possível ver o jovem atacante Yeremy Pino pedindo um beijo ao goleiro Unai Simón.
Jogadores da seleção espanhola se beijam durante festa do título da Copa do Mundo Foto: Reprodução
Os espanhóis estão de vento em popa após a consagradora conquista do bicampeonato da Copa do Mundo. O elenco vencedor desembarcou em Madri e foi recebido por uma multidão de torcedores apaixonados em clima de absoluto delírio e festa.
No topo de um trio elétrico que desfilava pelas ruas da capital espanhola, embalado por cânticos e comemorações, uma cena descontraída entre o atacante Yeremy Pino e o goleiro Unai Simón roubou totalmente a cena e levou os torcedores à loucura.
No momento, que foi flagrado ao vivo por uma emissora de TV local que cobria a celebração, é possível ver o jovem atacante pedindo um beijo ao arqueiro. Sem hesitar e sem pensar duas vezes, Unai Simón atendeu ao pedido do companheiro, surpreendendo a todos com um beijo duplo, primeiro no rosto e, na sequência, na boca.
A atitude espontânea e afetuosa entre os jogadores rapidamente repercutiu nas redes sociais, tornando-se um dos assuntos mais comentados do dia e simbolizando a união, a leveza e a alegria do grupo que colocou a Espanha novamente no topo do futebol mundial.
A seleção espanhola conquistou a Copa do Mundo 2016, neste domingo, 19 de julho, com a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina no MetLife Stadium, em East Rutherford. O atacante Ferran Torres balançou a rede na prorrogação depois do empate sem gols no tempo normal e foi o herói improvável do título que premiou o único time que jogou futebol nos arredores de Nova York.
Foi a segunda Copa do Mundo que conquista a seleção espanhola, premiada por seu paciente futebol de toque de bola. O título ficou com a equipe que mais quis jogar futebol e que só não ganhou nos 90 minutos por causa do desempenho notável do goleiro argentino Dibu Martínez, salvando a Argentina, que adotou postura extremamente defensiva e acovardada, como não havia tido no Mundial.
A Espanha voltou ao topo após 16 anos sem renunciar à sua identidade, mas reinventando-a. O toque de bola continuava ali, agora acompanhado por uma verticalidade quase cruel, por uma juventude que não conhecia o medo e por um talento capaz de acelerar o jogo sem perder a beleza, castigando o jogo pobre ofensivo dos argentinos.
É tão paciente e gosta de ter a bola esse time como a Espanha campeã do mundo de 2010, mas menos monótona e um pouco mais dinâmica e agressiva, comportamento que mostrou neste domingo diante de 80 mil torcedores, alguns deles ilustres, casos de Ronaldinho, Ronaldo, Xavi e Iniesta.
A taça é resultado do bem-sucedido projeto desenvolvido dentro da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), com integração entre as categorias de base e a equipe principal, e que teve Luis de la Fuente como a mais importante figura.
O técnico de trato afável ingressou na estrutura da RFEF em 2013, após ter comandado as categorias de base do Sevilla e a academia do Athletic Bilbao.
Passou pela seleção sub-19 e pela sub-21 e olímpica antes de chegar à equipe principal. Neste caminho, perdeu a final da Olimpíada de Tóquio para o Brasil, há cinco anos, mas ganhou a Eurocopa em 2024 e foi determinante no desenvolvimento de alguns dos mais importantes atletas da agora equipe campeã do mundo, como Fabián Ruiz, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal, Unai Simón e Mikel Merino.
Sem tantos astros, os espanhóis derrubaram seleções estreladas: deram fim à jornada de Cristiano Ronaldo e Portugal nas oitavas, eliminaram a favorita França de Kylian Mbappé nas semifinais e agora impediram o sonho do bicampeonato da Argentina de Lionel Messi, este que encerra sua trajetória em Copas com um título e dois vices em seis participações.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão Conteúdo.
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