José Maria Marin. Foto: Agência Brasil
O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, morreu na madrugada deste domingo, 13 de julho, aos 93 anos.
Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A família não divulgou a causa da morte. O velório ocorrerá ainda hoje, na capital paulista.
Advogado de formação, Marin teve uma longa trajetória na política e no esporte. Ele começou a carreira pública nos anos 1960, como vereador na cidade de São Paulo. Depois, assumiu mandatos como deputado estadual entre as décadas de 1960 e 1970. Já nos anos 1980, foi eleito vice-governador de São Paulo na chapa de Paulo Maluf. Com a saída de Maluf para disputar as eleições de 1982, Marin assumiu o governo do estado.
Na época, em plena ditadura militar, os governadores não passavam pelo voto direto. O Congresso escolhia os nomes em votação indireta, com apoio do regime.
Marin também atuou como dirigente esportivo. Entre 1982 e 1988, ele presidiu a Federação Paulista de Futebol. Durante esse período, ele esteve à frente da delegação brasileira que viajou para o México na Copa do Mundo de 1986, sob o comando do técnico Telê Santana.
Anos mais tarde, em 2012, Marin assumiu a presidência da CBF, após a renúncia de Ricardo Teixeira. Ele permaneceu no cargo até 2015, quando Marco Polo Del Nero o sucedeu.
Ainda naquele ano, Marin foi preso na Suíça durante uma operação do FBI que investigava um esquema de corrupção dentro da FIFA. As autoridades americanas o levaram para os Estados Unidos, onde ele passou por julgamento. O ex-dirigente foi condenado e permaneceu preso até 2020, quando recebeu autorização para cumprir o restante da pena em liberdade por conta da pandemia de Covid-19.
Após seu retorno ao Brasil, Marin viveu recluso. Em 2023, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e desde então enfrentava dificuldades de saúde.
Durante sua passagem pela CBF, Marin inaugurou, em 2014, o prédio que até hoje abriga a sede da entidade, no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele deu ao edifício o próprio nome, que apareceu por anos na fachada.
Depois das denúncias e da prisão, o nome de Marin foi retirado da fachada ainda durante a gestão de Marco Polo Del Nero. Em seguida, Rogério Caboclo, que assumiu a presidência posteriormente, mandou retirar também a placa interna com o nome do ex-presidente. Desde então, a fachada do prédio passou a exibir a expressão “Casa do Futebol Brasileiro”.
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