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Como os atletas pilotam o trenó de skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026?

Junto ao trenó de mais de 30 quilo, o atleta literalmente se joga de cabeça para encarar uma descida que chega a passar dos 120km/h.

Cami Cardoso

13 de fevereiro de 2026 às 12:48   - Atualizado às 13:11

Como os atletas pilotam o trenó de skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026?

Como os atletas pilotam o trenó de skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026? Foto: Reprodução / Instagram

Se o skeleton ainda não é popular no Brasil, pelo menos os torcedores mais atentos já sabem o que é o esporte graças aos feitos de Nicole Silveira. A brasileira é uma das melhores pilotas do circuito internacional e chega aos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 como um nome que pode surpreender nas primeiras posições. Contudo, muitos ainda se perguntam: como é que se pilota o trenó?

O esporte é considerado o precursor de todas as modalidades ‘deslizantes’, como o bobsled e o luge. Nasceu no fim do século 19, mais precisamente em 1882, quando ingleses construíram uma pista entre Davos e Klosters, na Suíça, para descerem de cabeça com seus tobogãs na neve.

Por conta disso, a dinâmica da prova é praticamente a mesma em relação aos dois esportes de trenó. Ou seja, há a largada, em que o atleta corre empurrando o trenó no gelo para dar um arranque inicial, há a fase de desaceleração na linha de chegada e, claro, a fase da pilotagem em que o conjunto passa por curvas para ganhar velocidade.

Ainda que uma boa largada seja vital para o sucesso no skeleton, uma boa pilotagem é capaz de impulsionar o desempenho de um atleta nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026. Em uma modalidade que pode decidir a medalha Olímpica por centésimos de segundos, qualquer ganho de velocidade é decisivo.

Com Milano Cortina 2026 se aproximando, o Olympics.com traz mais curiosidades e informações sobre esta parte importante do skeleton.

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Como é a pilotagem no skeleton?

Quem já assistiu a uma prova de skeleton certamente se impressionou com a largada. O atleta corre cerca de 50 metros empurrando um trenó de mais de 30 quilos (38kg para mulheres; 45kg para homens) e literalmente se joga de cabeça no equipamento para encarar uma descida que tranquilamente passa dos 120km/h.

A preocupação para quem está de fora é ainda maior porque, diferentemente do bobsled, o trenó na modalidade não tem qualquer sistema mecânico para controlá-lo pelas pistas.

Isso ocorre porque a pilotagem é feita exclusivamente com o peso corporal do atleta. Enquanto visualiza a pista em sua frente, ele antecipa as entradas das curvas com os ombros e troncos. Como? Fazendo movimentos sutis jogando ora o lado direito para frente, ora o esquerdo, de acordo com o traçado.

O tronco, por sua vez, garante estabilidade em todo o percurso, evitando bater nas paredes, o que pode causar lesões e impactar na velocidade atingida. Já as pernas servem para ajustar a linha de pilotagem, permitindo corrigir a pilotagem para não perder o controle.

Como é o freio no skeleton?

Além da pilotagem, a combinação do peso corporal com trenó também é importante para ganhar velocidade ao longo do percurso na pista. Desenhada sempre em descendente, quanto mais peso tiver o conjunto, mais rápido ele irá (há limite de 102kg para mulheres e 120kg para homens). Isso faz com que a velocidade na parte final seja mais de 120km/h na maioria das pistas.

E diferentemente do bobsled, também não há um sistema mecânico para frenagem do equipamento.

Os atletas de skeleton precisam usar os próprios pés para diminuir a velocidade após a linha de chegada – e ainda assim deslizam por vários metros na área de escape até pararem de vez. Por isso, o material precisa ser resistente o suficiente para não machucar o atleta, além de ter mais de 300 microagulhas para facilitar a largada.

O movimento é simples: ao completar sua prova, o atleta levanta seu tronco e segura no trenó enquanto ‘crava’ os pés no gelo na área de escape. Em muitos casos, a pista conta com colchões para absorver o impacto. Os pés também podem ajustar a linha durante a pilotagem, mas é utilizado como último recurso para evitar perda de velocidade.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Olympics.

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