Atlético MG e Galo da Madrugada brigam na justiça. Fotos: Pedro Souza / Atlético MG e André Medeiros / Galo da Madrugada
O Clube Atlético Mineiro decidiu recorrer da decisão judicial que rejeitou o pedido para suspender o uso da marca “Galo Folia”, registrada pelo Galo da Madrugada. A disputa envolve o uso do termo “Galo” e ganhou novos capítulos às vésperas do Carnaval.
A ação tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Em primeira instância, o pedido do time mineiro foi negado sob o entendimento de que não há risco de confusão entre as marcas, já que as atividades exercidas por cada instituição são distintas. De um lado, o futebol profissional; do outro, o maior bloco carnavalesco do mundo.
Na decisão, a magistrada apontou que o termo em discussão possui caráter amplo e não pode ser apropriado de forma exclusiva em todos os segmentos. Segundo o entendimento apresentado no processo, não ficou demonstrado que o uso da expressão pelo bloco cause prejuízo direto à identidade esportiva da equipe.
O despacho destacou que não há sobreposição de mercado capaz de induzir o público ao erro. Em síntese, o argumento central foi de que futebol e carnaval operam em contextos diferentes, com públicos e finalidades distintas.
Mesmo com a negativa inicial, a diretoria jurídica do alvinegro mineiro optou por apresentar recurso. A defesa sustenta que a instituição possui diversos registros relacionados ao mascote e que precisa proteger seus ativos de marca.
Em nota, o bloco pernambucano afirmou que a tentativa de impedir o uso da expressão desconsidera sua trajetória cultural. A agremiação ressaltou que sua identidade está ligada à tradição popular do Recife e que o nome faz parte da história do Carnaval local.
“Seguiremos defendendo nossa marca e nossa tradição, que são reconhecidas nacionalmente”, destacou o posicionamento divulgado pela entidade carnavalesca.
Já representantes do time mineiro reforçaram que o objetivo não é interferir na festa popular, mas garantir segurança jurídica quanto ao uso de marcas registradas. “Estamos apenas exercendo nosso direito de proteger nossos símbolos”, afirmou a assessoria jurídica, em manifestação no processo.
O caso passou a repercutir nas redes sociais e dividiu opiniões. Parte do público entende que se trata de uma questão técnica de propriedade intelectual. Outros enxergam a disputa como um embate entre tradição cultural e proteção comercial.
A discussão acontece justamente em um período simbólico para o bloco recifense, que reúne milhões de foliões no centro da capital pernambucana todos os anos. Enquanto o recurso aguarda análise em instância superior, a polêmica segue alimentando o debate sobre os limites do uso de símbolos populares no Brasil.
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