Tropa de Elite. Foto: Reprodução
O filme Tropa de Elite (2007) voltou a ser destaque entre os brasileiros após a recente megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. De acordo com dados do Google Trends, o interesse pela produção dirigida por José Padilha registrou um aumento de 488% nas pesquisas durante o período da operação, atingindo seu pico máximo na madrugada de 30 de outubro.
O salto nas buscas reflete como acontecimentos reais relacionados à violência urbana e à atuação das forças de segurança continuam influenciando o interesse por obras que retratam a mesma temática. As regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Distrito Federal e Amazonas concentraram o maior volume de pesquisas.
Lançado em 12 de outubro de 2007, Tropa de Elite retrata o cotidiano do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e os dilemas enfrentados pelo Capitão Nascimento (Wagner Moura), que busca um substituto enquanto lida com a pressão da violência e da corrupção dentro da corporação. O longa, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim, é considerado um dos filmes mais marcantes do cinema nacional recente.
O interesse renovado pela produção evidencia como a realidade do país ainda dialoga com a narrativa do filme, quase duas décadas após seu lançamento. Tropa de Elite está disponível em serviços de streaming no Brasil, como Globoplay e Netflix, e também pode ser alugado ou comprado em plataformas digitais como o Prime Video.
A megaoperação policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, provocou uma onda de repercussão dentro e fora do país e também nas redes sociais. Após a ação, o governador Cláudio Castro (PL) registrou um aumento expressivo no número de seguidores no Instagram, passando de 464 mil para 1,2 milhão em apenas três dias.
Deflagrada na terça-feira (28), a operação, batizada de Contenção, foi considerada a mais letal da história do Rio. As polícias Civil e Militar mobilizaram efetivos para cumprir 180 mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho (CV). O saldo final foi de 121 mortos, além do bloqueio de vias e da suspensão de serviços na região.
Na segunda-feira (27), Castro tinha 464 mil seguidores. No dia seguinte, o número subiu para 478 mil. Após a divulgação das imagens da operação e o surgimento dos primeiros relatos de dezenas de corpos encontrados por moradores, o total saltou para 746 mil na quarta-feira (29). Nesta quinta (30), o número ultrapassou 1,3 milhão de seguidores.
O governo estadual afirmou que a ação tinha como objetivo conter o avanço da facção e prender lideranças criminosas. Castro classificou o resultado como “um sucesso”, enquanto a Defensoria Pública da União (DPU) apontou indícios de ilegalidades e possíveis violações de direitos humanos. Especialistas em segurança pública ouvidos pelo Estadão avaliaram a estratégia como de alto risco e eficácia limitada no enfrentamento ao crime organizado.
De acordo com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI/UFF), desde que Castro assumiu o governo, em agosto de 2020, o Rio registrou 1.846 mortes em operações policiais e mais de 8 mil ações do tipo em todo o estado. Das 11 operações mais letais desde 2007, seis ocorreram sob sua gestão.
A operação também teve repercussão internacional. O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma reforma abrangente e eficaz dos métodos de policiamento no Brasil. Segundo ele, o país precisa “romper o ciclo de brutalidade extrema” e adotar padrões internacionais sobre o uso da força.
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