Anderson Neiff. Foto: Reprodução
O cantor e influenciador Anderson Neiff vai se apresentar no 33º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). O artista, que tem um cachê de R$ 100 mil por show, vai tocar no palco principal do evento, nesta sexta-feira, 11 de julho.
O valor representa um feito inédito para o brega funk e marca um novo momento de valorização para o gênero, historicamente marginalizado nas grandes programações culturais.
Neiff se apresenta no maior evento de inverno de Pernambuco depois de circular por outros palcos importantes do estado. No início do ano, o artista levou seu repertório para o Carnaval do Recife, no Marco Zero, além de festivais como o Carvalheira na Ladeira.
Mesmo com agenda movimentada, Anderson Neiff mantém o discurso de que a música ainda é um hobby. Ele revela que sua principal fonte de renda vem do trabalho como influenciador nas redes sociais. No entanto, isso não diminui a dedicação com que encara os compromissos nos palcos.
Ao comentar o cachê de seis dígitos, Neiff apontou o simbolismo do valor para a cena.
“Isso representa valorização”, declarou o cantor em entrevista ao Diário de Pernambuco.
Para ele, mais que um número, o pagamento reflete o reconhecimento de um movimento cultural que, por muitos anos, foi subestimado ou deixado à margem das políticas culturais.
Com 8,9 milhões de seguidores nas redes sociais e músicas que somam milhões de visualizações, o cantor conseguiu transformar a visibilidade online em força de mercado. Esse caminho se consolidou nos últimos anos com um repertório voltado às periferias, mas que, aos poucos, ganhou espaço nos centros e agora chega aos grandes palcos.
Mesmo mantendo o discurso leve, o cantor deixa claro que entende a responsabilidade do momento. A presença no FIG não é só mais um show na agenda, mas um reflexo de algo maior. Com o cachê de R$ 100 mil, ele marca um novo patamar para os MCs de brega funk e, ao mesmo tempo, abre portas para que outros nomes do gênero possam seguir o mesmo caminho.
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O evento terá caráter beneficente e contará com a participação de ex-jogadores da Seleção Brasileira, atletas com passagem por grandes clubes do futebol nacional e nomes ligados ao futebol pernambucano.
Detalhes da história ainda não foram divulgados, mas a promessa é que a nova versão faça alterações e atualize de alguma forma a primeira obra.
"Os estúdios às vezes buscam grandes vencedores do Oscar, mas os vilões mais eficazes costumam ser atores que o público reconhece, mas não conhece completamente", disse fonte ligada a produção do longa.
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