Ator Miguel Falabella. Foto: Reprodução/ Internet
O ator, diretor e roteirista Miguel Falabella celebrou recentemente quatro décadas de carreira e escolheu, com bom humor, o personagem Caco Antibes, do humorístico Sai de Baixo, como o mais marcante de sua trajetória.
Em entrevista exclusiva, ele relembrou com carinho a repercussão do personagem e a relação de identificação, muitas vezes contraditória, que o público desenvolveu com o clássico malandro da televisão brasileira.
“Embora fosse um homem desprezível, misógino, um escroque, um safado, ele era muito simpático”, disse Falabella, rindo ao recordar o papel que o consagrou como um dos grandes nomes da comédia nacional. Caco Antibes ficou eternizado por seus bordões e tiradas ácidas, que se tornaram parte do vocabulário popular no final dos anos 1990.
O ator também falou sobre o reencontro com os colegas de elenco no especial mais recente do programa. Um dos momentos que mais divertiu Falabella foi a inversão de papéis entre Caco e Magda, interpretada por Marisa Orth, sua parceira de cena por anos.
“Finalmente a Magda mandou ele calar a boca: ‘Cala a boca, Caco!’”, contou o artista, entre risos.
A cena inverteu uma das dinâmicas mais conhecidas do humorístico, no qual o personagem de Falabella frequentemente mandava a esposa calar a boca em tom debochado.
Criado em 1996, Sai de Baixo marcou época ao misturar improviso, teatro e televisão em um formato inovador. A sitcom brasileira se passava no apartamento da família Figueira e ganhou notoriedade pela interação ao vivo com a plateia e pelo tom irreverente das piadas. Caco Antibes era o típico aproveitador de classe média alta, falido e arrogante, sempre pronto para desprezar pobres e viver de aparências.
Ao ser questionado sobre uma possível cinebiografia, Miguel Falabella mostrou-se cético quanto à relevância de sua história pessoal para o cinema.
“Não sei nem se a minha vida vale um filme, honestamente”, comentou.
Ele explicou que, caso essa ideia se concretizasse, o ator escolhido precisaria ter uma característica essencial: o domínio da comédia.
“Teria que ser alguém que respirasse comédia, porque para ser um comediante, você tem que respirar de uma maneira específica”, afirmou, deixando claro que o estilo de humor que desenvolveu ao longo de sua carreira não se aprende apenas com técnica, mas com sensibilidade e ritmo próprios.
Ao longo de 40 anos, Miguel Falabella construiu uma carreira sólida e multifacetada. Além de atuar, ele também escreveu roteiros, dirigiu peças, comandou programas de televisão e atuou no cinema.
Ele se destacou em produções como Toma Lá, Dá Cá, Pé na Cova e Sexo e as Negas, além de ter sido um dos principais responsáveis pela adaptação de musicais internacionais para o teatro brasileiro. Mesmo com tanto reconhecimento, Falabella demonstrou humildade ao falar sobre o legado que deixa.
“Acho que o meu trabalho, algumas coisas vão ser lembradas, mas não estou preocupado com isso”, disse.
Para ele, a arte se faz no presente, e o mais importante é o impacto que cada personagem teve na vida do público. Aos 40 anos de carreira, Miguel Falabella segue sendo uma das vozes mais ativas da comédia nacional, e Caco Antibes, seu personagem mais inesquecível, continua vivo na memória afetiva dos brasileiros.
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Entre os dias 30 de abril e 3 de maio, a cidade será palco de quatro dias de pura emoção, com shows de artistas renomados do forró e da música nordestina.
A dinâmica exige concentração e preparo físico, já que os participantes precisam se manter nas bases giratórias por tempo indeterminado.
A festa na capital baiana conta com apoio e organização do governo estadual, atualmente chefiada por Jerônimo Rodrigues, filiado ao PT.
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