Bloco Mangue Beat. Foto: Divulgação.
Desde as primeiras horas do sábado de Zé Pereira, uma multidão começou a se concentrar no Pátio do Mosteiro de São Bento para brincar. Grupos vieram de vários lugares para cair na folia. Um dos blocos que chamou a atenção foi o Carnavalesco Mangue Beat. Esbanjando acentuada alegria e melando o povo de lama, a tribo, criada em 1996, faz homenagem ao saudoso músico olindense Chico Science.
Muitos foliões fantasiados de caranguejo se reuniram em frente ao Mosteiro de São Bento, no Varadouro, e depois saíram em cortejo. Pessoas de todas as idades participaram do mela-mela com o astral lá em cima. A argila usada pelo bloco é denominada caulim – utilizada na fabricação de cosméticos, como: creme dental e desodorante. O produto também tem função terapêutica.
O bloco seguiu este percurso: Mosteiro de São Bento, Prefeitura de Olinda, Rua 27 de Janeiro, Avenida Liberdade, Avenida Sigismundo Gonçalves e Praia dos Milagres. A fisioterapeuta Laiane Sol não escondeu a empolgação, após encher o corpo de lama: “O melhor bloco em linha reta”.
Já o empresário Douglas Vargas, turista de Minas Gerais que curte o Carnaval de Olinda pela primeira vez, revelou que estava ansioso para brincar no Mangue Beat.
“Vi por fotos nas redes sociais nos anos anteriores e tracei como meta um dia estar aqui. Esse dia chegou! Realizado!”.
O domingo, 15 de fevereiro de 2026, promete ser um dos dias mais intensos do Carnaval no Grande Recife. Com programação espalhada entre Olinda e Recife, a agenda reúne blocos tradicionais, cortejos culturais, polos descentralizados e camarotes privados, consolidando a força da folia pernambucana desde as primeiras horas da madrugada.
A maratona carnavalesca tem início às 4h, na Sede do Cariri, com o bloco Cariri Olindense. A partir das 8h, o ritmo se intensifica em pontos estratégicos do Sítio Histórico, como o Largo do Amparo, o Largo do Bonfim e o Alto da Sé, que recebem agremiações como As Filhas de Betha, Patusco, D’Breck, Mucha Lucha e Batadoni.
A Praça do Carmo concentra diversos cortejos ao longo da manhã, entre eles Batuques de Pernambuco, Desfile da Bateria Auê e Me Adota. O público também acompanha blocos irreverentes e tradicionais, como Enquanto Isso na Sala da Justiça, Mulher na Vara, Bloco Tira Lama e Bateria Tsunami, espalhados pelas ladeiras e ruas históricas.
Entre os destaques do meio-dia está o Eternamente Sport, que sai em frente à sede do Homem da Meia-Noite, um dos símbolos do Carnaval olindense. À tarde, a festa continua com blocos como Marim dos Caetés, Fecha o Aro e o Bloco do Cimento, além de atrações no Largo do Guadalupe e no Clube Vassourinhas.
O tradicional Elefante de Olinda encerra a programação de blocos no início da noite, às 19h, reafirmando a identidade cultural da cidade.
No Recife, a programação contempla diferentes públicos. Às 13h, o bloco Só no Virote abre os festejos de rua. A partir das 15h, polos infantis tomam conta de parques como o da Jaqueira, Santana, Macaxeira e Dona Lindu, garantindo espaço seguro para as famílias.
Os polos culturais ganham força no fim da tarde. Às 17h, entram em cena a Praça do Arsenal e o QG do Frevo, na Praça da Independência. Já às 18h, o Marco Zero e o Pátio de São Pedro concentram grandes apresentações gratuitas, mantendo a tradição do palco aberto e democrático.
O festival Rec-Beat, no Cais da Alfândega, começa às 19h, oferecendo programação alternativa e contemporânea.
Para quem busca conforto e serviços exclusivos, opções como o Carvalheira na Ladeira, em Olinda, e o Carnaval Boa Viagem, no Recife, funcionam a partir das 14h. À noite, o Seu Boteco no Recife Antigo fecha a programação privada do domingo.
Com dezenas de atrações gratuitas e pagas, o domingo de Carnaval reafirma a pluralidade da festa, que mistura tradição, inovação e ocupação cultural dos espaços urbanos
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