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Ator da Globo, João Vicente, comenta relação com a mãe, esposa de Maria Bethânia

O artista falou sobre ausência paterna, somada à rotina intensa de trabalho da mãe, tornou a infância de João marcada por solidão e insegurança.

Isabella Lopes

28 de junho de 2025 às 17:29   - Atualizado às 17:29

Ator da Globo, João Vicente, sua mãe e Maria Bethânia.

Ator da Globo, João Vicente, sua mãe e Maria Bethânia. Foto: Reprodução/ Internet

Durante uma edição do programa Papo de Segunda, exibido em 2023 no canal GNT, o ator que atualmente interpreta Renato no remake da novela "Vale Tudo", João Vicente Castro, revelou detalhes emocionantes sobre sua infância. Ele se abriu ao falar sobre o impacto da morte precoce do pai, o jornalista Tarso de Castro, e sobre o papel fundamental da mãe, Gilda Midani, em sua formação.

Tarso de Castro, um dos fundadores do jornal O Pasquim, morreu quando João tinha apenas oito anos, vítima de complicações decorrentes de uma cirrose hepática. A ausência paterna, somada à rotina intensa de trabalho da mãe, tornou a infância de João marcada por solidão e insegurança.

Ausência afetiva e a construção de uma rede de apoio

No relato sincero, João Vicente afirmou que se viu obrigado a buscar amparo emocional fora de casa. “Minha casa era vazia, porque minha mãe trabalhava muito e meu pai tinha morrido”, contou.

Para preencher esse vazio, ele buscou abrigo e afeto na casa de amigos e familiares próximos. “Eu fui para a casa dos meus amigos, do meu padrinho, da minha madrinha. Eu fui arrumando essa rede afetiva que me suportou por muito tempo enquanto eu era uma criança cheia de insegurança, cheia de problemas, querendo ser cuidada, querendo ter limite.”

Entre os nomes que compuseram essa rede de afeto, um dos mais significativos foi o padrinho Caetano Veloso. A ligação se intensificou ainda mais quando Gilda Midani se casou com Maria Bethânia, irmã de Caetano, em 2017. A união consolidou uma rede familiar marcada por vínculos afetivos profundos e contribuiu para o amadurecimento emocional de João.

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Em outro trecho do depoimento, João revelou uma conversa marcante que teve com a mãe.

“Ela disse uma vez em uma discussão: ‘A coisa mais triste do mundo é um filho ouvir de uma mãe que ela se anulou, se sacrificou’. É um peso na cabeça da criança: ‘Eu sou um sacrifício?’”.

Anos depois, João passou a enxergar essa fala com mais clareza. “Ela tinha razão. A minha mãe ser uma mulher antes de uma mãe foi muito importante para a constituição do que eu sou, para o entendimento que eu tenho das mulheres, dos pais, do que é uma pessoa forte”, afirmou.

Discreta e reservada, Gilda Midani construiu uma trajetória sólida no mundo da moda. À frente de uma grife no Rio de Janeiro, ela ficou conhecida por criar figurinos marcantes, especialmente os usados por Maria Bethânia em suas turnês, incluindo a mais recente, Caetano e Bethânia (2024 – 2025).

Além de vestir a esposa nos palcos, Gilda também colaborou com o filho João Vicente em projetos artísticos, como o espetáculo de improviso Portátil, encenado ao lado de Gregorio Duvivier. Sua presença constante, mesmo que muitas vezes nos bastidores, representa um ponto de equilíbrio e apoio na vida do ator.

João Vicente deixou claro o quanto a liberdade e a força da mãe foram fundamentais para sua formação pessoal. Ao revisitar as dificuldades da infância, ele destacou a importância do acolhimento, dos afetos externos e da valorização de uma mulher que, mesmo ausente fisicamente em alguns momentos, foi essencial para a construção de sua identidade emocional e profissional.

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