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Jair Bolsonaro apresenta queixa-crime no STF contra André Janones por injúria e calúnia

O ex-presidente citou os tuítes em que o parlamentar se refere a ele como “miliciano ladrão de joias”, “ladrãozinho de joias”, e “assassino”, além de afirmar que ele “matou milhares na pandemia”.

19 de abril de 2023 às 16:42

Uma queixa-crime foi apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal André Janones (Patriota-MG). Bolsonaro aponta injúria e calúnia. As informações são do Metrópoles. O ex-chefe do Executivo citou os tuítes em que Janones se refere a ele como “miliciano ladrão de joias”, “ladrãozinho de joias”, e “assassino”, além de afirmar que ele “matou milhares na pandemia”. A defesa do ex-presidente quer que Janones pague R$ 20 mil por cada ofensa e as despesas processuais.

"As manifestações do querelado não estão acobertadas pela imunidade parlamentar (artigo 53 da CRFB), uma vez que as ofensas proferidas deliberadamente, sem qualquer contextualização ou veracidade, não guardam relação com o debate político, não são críticas políticas e, muito menos, confronto de ideias", aponta o advogado de Bolsonaro, Antonio Carlos Fonseca.
Leia mais: >>> Volta a circular vídeo de JANONES chamando GILMAR MENDES de “canalha” e “amigo de quadrilheiro”; assistaBolsonaro diz que queria evitar “vexame internacional”

Em depoimento à PF no dia 5 de abril, Bolsonaro deu sua versão sobre o pedido a Mauro Cid, seu então ajudante de ordens na Presidência, para reaver as joias sauditas. Segundo apurou o site Metrópoles, Bolsonaro disse à Polícia Federal que o pedido teve objetivo de evitar um “vexame internacional” na esfera diplomática. De acordo com o ex-presidente, poderia haver constrangimento caso o governo saudita descobrisse que o presente ficou retido na alfândega. Bolsonaro alegou, ainda, que só tomou conhecimento do presente dado pelo príncipe da Arábia Saudita, Mohamed Bin Salman, 14 meses depois. Por isso, então, o pedido para pegar as joias na alfândega teria ocorrido somente no final do ano passado. Enquanto Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal, em Brasília, o tenente-coronel Mauro Cid foi ouvido pela PF em São Paulo. A oititiva do ex-ajudante de ordens durou cerca de duas horas. De acordo com o colunista do Metrópoles Igor Gadelha, Mauro Cid afirmou que buscar presentes recebidos por Bolsonaro era algo “normal” na Ajudância de Ordens da Presidência. O ex-ajudante de ordens afirmou que o ex-presidente teria pedido a ele para “verificar” a situação das joias apreendidas na alfândega. Da redação do Portal com informações do Pleno News

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