Cannabis e UFRPE Foto Montagem/Portal de Prefeitura
A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) pode se tornar referência nacional na pesquisa sobre a Cannabis. Um grupo de estudantes e pesquisadores da instituição está mobilizando a comunidade acadêmica e a sociedade para arrecadar recursos destinados à criação do primeiro banco genético de Cannabis do Nordeste, o chamado Banco Ativo de Germoplasma de Cannabis.
O projeto, que está concorrendo à votação popular do Participa PE 2026, integra as propostas de emendas parlamentares do deputado federal Túlio Gadelha (Rede). O público pode votar até o dia 8 de novembro, em plataforma disponibilizada pelo mandato.
Com investimento estimado em R$ 1 milhão, o projeto prevê a construção de um laboratório de referência e um espaço destinado à conservação de espécimes da planta, incluindo sistemas de segurança, insumos e equipamentos.
O objetivo é reunir uma coleção de material genético da Cannabis que sirva de base para pesquisas científicas, estudos farmacêuticos e melhoramento genético.
“Além de ser uma base genética para entender e adaptar a planta às condições do Nordeste, o banco vai subsidiar uma série de outras pesquisas, porque vai gerar fibra, semente e flores que servirão de insumo para diferentes áreas”, explica Gabriel Quintiliano, engenheiro agrônomo e mestrando em Agronomia na UFRPE.
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Segundo a Embrapa, um banco de germoplasma é uma estrutura de conservação de células germinativas materiais genéticos de plantas ou animais que permite o estudo e a preservação da diversidade biológica.
No caso da Cannabis, esse tipo de banco garante a padronização e segurança do material genético, evitando a perda de características importantes com o passar do tempo e possibilitando a melhoria das fibras de cânhamo e do potencial medicinal da planta.
A proposta da UFRPE contempla sete áreas do conhecimento: Agronomia, Agroecologia, Farmácia, Biotecnologia, Biologia, Zootecnia e Medicina Veterinária.
Se aprovado, o Banco Ativo de Germoplasma de Cannabis colocará Pernambuco na vanguarda das pesquisas sobre a planta no Brasil. A estrutura permitirá o cultivo controlado de até 700 plantas para fins científicos, com acompanhamento técnico e transparência.
“É algo transformador. Teremos um plantio à vista de todos, com base em ciência e informação, para discutir o que a planta realmente pode oferecer à sociedade”, reforça Quintiliano.
O projeto também conta com a participação do pós-graduando Túlio de Luna e do professor Frederico Inácio Costa de Oliveira, coordenador do Departamento de Agronomia da UFRPE.
A votação do Participa PE 2026 segue até sábado (8) e inclui mais de 200 projetos. As propostas mais votadas serão encaminhadas pelo deputado Túlio Gadelha à Câmara dos Deputados, e os recursos das emendas devem ser liberados no próximo ano.
Se aprovado, o banco genético será um marco para o desenvolvimento científico e tecnológico do Nordeste, abrindo novas possibilidades para a pesquisa, a indústria e a sustentabilidade.
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