Tilápia do Nilo - Oreochromis niloticus Créditos: Reprodução/Wikimedia.org
A piscicultura brasileira pode passar por mudanças significativas em 2026 após a descoberta de um vírus inédito, o Tilapia Lake Virus (TiLV), que ameaça a sanidade dos plantéis. Em resposta, a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) solicitou a suspensão da importação de filé de tilápia do Vietnã, buscando proteger a produção nacional e garantir a competitividade do setor.
O TiLV é um vírus altamente contagioso para tilápias, capaz de causar perdas expressivas na produção e comprometer a qualidade do pescado. Embora não tenha registros no Brasil, sua presença em países estrangeiros, como o Vietnã, preocupa especialistas e produtores, que temem a introdução do agente por meio de importações irregulares.
Durante reunião com o secretário de Agricultura e Abastecimento, a PEIXE BR destacou os riscos sanitários do TiLV e recomendou medidas preventivas semelhantes às já adotadas em outros estados, que proibiram a importação de tilápia contaminada. Segundo a associação, a proibição é essencial para manter a saúde dos plantéis nacionais e proteger empregos ligados à cadeia produtiva.
Além do aspecto sanitário, a questão tributária também foi abordada. Atualmente, o filé de tilápia importado é isento de impostos, enquanto a produção nacional é submetida ao ICMS, gerando um desequilíbrio no setor. Caso a importação seja suspensa, a medida não apenas protege a piscicultura, como também equilibra a competitividade, fortalecendo o mercado interno.
O banimento, se aprovado, terá impactos diretos na cadeia produtiva: garantiria a sanidade dos peixes, reduziria riscos econômicos e promoveria segurança alimentar para os consumidores. Além disso, protege os investimentos feitos por piscicultores e indústrias locais, evitando prejuízos financeiros e desemprego no setor.
Especialistas reforçam que o cuidado com a tilápia é estratégico. Como uma das proteínas mais consumidas no país, sua produção exige monitoramento constante e políticas de proteção sanitária rigorosas. A medida preventiva, segundo a PEIXE BR, é essencial para impedir a entrada de doenças que podem comprometer a sustentabilidade do setor.
O cenário ainda está em avaliação pelas autoridades, e a expectativa é que uma decisão seja tomada ainda em 2026. O banimento da tilápia importada surge como uma medida crucial para preservar a produção nacional, proteger empregos e garantir que os consumidores continuem tendo acesso a peixes seguros e de qualidade.
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