Pernambuco, 28 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Mexilhão dourado: conheça a espécie invasora que ameaça o ecossistema brasileiro

Originário da Ásia, esse pequeno molusco causa prejuízos milionários em hidrelétricas e coloca em risco a sobrevivência de peixes nativos.

Fernanda Diniz

04 de fevereiro de 2026 às 14:57   - Atualizado às 15:23

Mexilhão dourado.

Mexilhão dourado. Foto: Reprodução

Embora pareça inofensivo devido ao seu tamanho reduzido, medindo entre 3 e 4 centímetros, o mexilhão dourado tornou-se uma das maiores preocupações para especialistas ambientais e gestores de infraestrutura no Brasil.

Vinda diretamente do sul asiático, esta espécie de molusco aquático encontrou nas águas doces brasileiras um ambiente perfeito para sua propagação desenfreada, agindo como um agente invasor silencioso e extremamente persistente.

A chegada desse ser vivo ao território nacional ocorreu de forma acidental, mas eficiente: através da água de lastro de navios cargueiros.

Uma vez estabelecido, o mexilhão dourado demonstrou uma capacidade de adaptação impressionante, espalhando-se rapidamente por diversas bacias hidrográficas.

O grande perigo reside em suas características naturais agressivas, que afetam desde a biodiversidade local até o funcionamento de grandes complexos industriais e de abastecimento.

Veja Também

Impactos econômicos e a obstrução de tubulações

Um dos problemas mais graves gerados pela presença do mexilhão dourado é o entupimento de sistemas críticos. Por ser capaz de produzir milhares de larvas, o molusco consegue entrar em tubulações e filtros de instalações hidrelétricas, indústrias e sistemas de irrigação agrícola.

Ao atingirem a fase adulta, esses animais se fixam firmemente nas estruturas, reduzindo o fluxo de água e obrigando a realização de limpezas constantes e manutenções caríssimas.

Além de afetar o setor elétrico, o mexilhão dourado prejudica equipamentos de refrigeração e captação de água para consumo humano.

A incrustação maciça desses moluscos pode causar danos permanentes a máquinas sensíveis, gerando interrupções nos serviços e prejuízos financeiros que impactam diretamente a economia regional.

A resistência da espécie torna o controle um desafio logístico contínuo para os técnicos.

O desequilíbrio ambiental e a ameaça à fauna nativa

No âmbito ecológico, o cenário é igualmente alarmante. O mexilhão dourado compete diretamente por alimento com as espécies nativas.

Por consumir grandes quantidades de plâncton e outros nutrientes essenciais, ele acaba contribuindo para a extinção de mexilhões locais e prejudicando a cadeia alimentar de diversos peixes.

A alteração no ecossistema aquático é profunda, muitas vezes irreversível, afetando a pesca artesanal e a saúde dos rios.

A proliferação intensa desse molusco altera até mesmo a transparência da água e a composição do leito dos rios, criando condições desfavoráveis para a reprodução de outros seres aquáticos.

Sem predadores naturais em solo brasileiro que consigam controlar sua população, o mexilhão dourado continua a expandir seu domínio, exigindo vigilância constante das autoridades ambientais e o desenvolvimento de novas tecnologias para mitigar seus danos.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

22:46, 28 Set

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

O céu estrelado em uma noite de observação astronômica em 2026.
Descoberta

Astrônomos detectam pela primeira vez sinais de rádio vindos de um planeta fora do Sistema Solar; entenda

Emissões de Beta Pictoris b foram associadas a auroras e permitiram estimar a intensidade de seu campo magnético.

Prova.
Educação

Enem 2026: aulão reúne cerca de 280 estudantes da rede estadual do Recife em preparação para o exame nesta sexta (25)

Evento terá revisões de Redação, Biologia e Física, além de atividades de relaxamento e dança.

A imagem é apenas ilustrativa e não corresponde com exatidão o fenômeno.
Fenômeno

Derretimento de geleiras na Groenlândia e Antártida libera 12,5 trilhões de toneladas de gelo desde 1979

Segundo um estudo publicado no periódico Scientific Data, cinco sextos desse derretimento não provêm do ar mais quente, mas sim das águas mais quentes que corroem as calotas polares por baixo.

mais notícias

+

Newsletter