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Revolucionário: brasileiro cria carro movido a água e desafia mercado internacional

O mecanismo desenvolvido é capaz de fazer um carro rodar mil quilômetros usando apenas um litro de água destilada.

Cami Cardoso

20 de agosto de 2025 às 13:11   - Atualizado às 13:35

Revolucionário: brasileiro inventa carro movido a água e ameaça mercado internacional

Revolucionário: brasileiro inventa carro movido a água e ameaça mercado internacional Foto: Reprodução

No Brasil, onde o preço da gasolina frequentemente dita o humor nacional, um inventor decidiu desafiar a lógica dos combustíveis fósseis. Roberto de Souza, analista por formação e curioso por natureza, desenvolveu um mecanismo capaz de fazer um carro rodar mil quilômetros usando apenas um litro de água destilada.

A ideia parece saída de um livro de ficção científica: abastecer o carro com água e cruzar estradas sem gastar mais que alguns reais. Mas Roberto garante, e já comprovou em testes que sua invenção é real.

O segredo está no hidrogênio. O sistema de Roberto adapta veículos comuns para extrair esse gás da água por meio da hidrólise, um processo químico que separa as moléculas de HO. Uma vez liberado, o hidrogênio é direcionado para o motor, funcionando como combustível.

Com isso, um litro de água destilada, que custa cerca de R$ 3, pode gerar uma autonomia que a gasolina só entrega após muitos litros e um bolso bem mais pesado.

Para provar sua criação, Roberto colocou à prova o próprio carro, um Chery S18. A bordo dele, viajou até o Rio de Janeiro abastecido apenas com 1,5 litro de água. Chegou ao destino sem precisar parar em nenhum posto, colecionando olhares incrédulos pelo caminho.

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“O motor não perde força, não faz barulho e o escapamento só solta vapor d’água”, explica o inventor. “É economia e limpeza ao mesmo tempo.”

A invenção surge em um momento em que o planeta cobra respostas à altura das mudanças climáticas. Veículos movidos a água poderiam reduzir drasticamente a emissão de gases poluentes. Para além da economia individual, trata-se de uma solução que conversa com a necessidade urgente de frear o aquecimento global.

Mas transformar uma ideia em realidade de mercado é outra história. No Brasil, a legislação restringe o uso e a comercialização de kits movidos a hidrogênio por conta da segurança. O gás, embora eficiente, é altamente inflamável. Reguladores temem acidentes caso a tecnologia se popularize sem controle.

O impasse faz com que invenções como a de Roberto fiquem na fronteira entre revolução energética e sonho engavetado.

Vale lembrar que tentativas de usar água como combustível não são novas. Desde a década de 1970, pesquisadores registram patentes e experimentos. Alguns chegaram a prometer economias de até 80%, mas esbarraram em críticas técnicas ou falta de comprovação.

Ainda assim, histórias como a de Roberto reacendem o debate: será que o lobby do petróleo não é parte da resistência?

Apesar das barreiras, o inventor não pretende desistir. Ele já planeja treinar oficinas para realizar instalações seguras e estuda levar sua tecnologia para ônibus e caminhões, ampliando o impacto no transporte de cargas. O kit de adaptação, segundo ele, poderia custar a partir de R$ 1.300.

Se conseguir avançar, um tanque de 1,5 litro de água destilada poderia manter um carro rodando por meses, a depender do uso. Uma perspectiva que, se confirmada, tem força para virar do avesso a indústria automotiva.

“Não quero vender para ser engavetado. Quero que as pessoas tenham acesso. Porque funciona”, insiste Roberto.

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