Imagem do alto de um bairro do Recife Foto: Natália Dantas
Cada vez menos brasileiros têm casa própria e, cada vez mais, vivem de aluguel. É o que aponta a nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira, 17 de abril, confirmando a tendência que já vem sendo apontada há alguns anos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):
A porcentagem de domicílios próprios já pagos era de 66,7% em 2016 e caiu para 60,2% no ano passado - uma redução considerada significativa, de 6,5 pontos porcentuais
Embora a parcela da população que vive de aluguel ainda seja minoria, ela vem crescendo continuamente. Eram 18,4% de imóveis alugados em 2016, passou a 23,8% em 2025, um aumento de 5,4 pontos porcentuais.
Pode parecer surpresa para quem vive em grandes centros urbanos, como São Paulo ou Rio de Janeiro, mas a população brasileira ainda mora predominantemente em casas (não em apartamentos).
Entretanto, essa tendência começa a mudar, com a urbanização cada vez mais acelerada do País. De acordo com os dados do IBGE, em 2016, 86,1% dos domicílios do País eram casas, ante 82,7%, em 2025. Por outro lado, no mesmo período o número de apartamentos ocupados passaram de 13,7% para 17,1%
Devemos considerar a evolução das cidades, onde se dá preferência à construção de prédios de apartamentos, uma vez que, em um mesmo terreno, é possível ter dezenas de unidades domiciliares em vez de uma", disse o economista William Araújo Kratochwill, pesquisador do IBGE responsável pela divulgação dos dados.
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"Até o século passado, éramos um País predominantemente rural, agora, somos predominantemente urbanos, é natural que aumente a porcentagem de apartamentos nas aglomerações urbanas." completou William.
Além disso, acrescenta o economista, em geral, é mais barato comprar um apartamento pequeno do que uma casa. Sem falar na questão da segurança; os prédios tendem a ser mais seguros e oferecem mais opções de lazer como parquinhos para crianças, psicina, salão de festas e mais áreas de convivência.
Os novos dados da PNAD corroboram os números do Censo 2022, registrando um aumento significativo do número de domicílios nos últimos anos e da porcentagem das habitações alugadas, não próprias. Segundo os novos dados, o número de domicílios particulares permanentes no País foi estimado em 77,7 milhões - um valor 4,8% maior do que o registrado um ano antes e 15,6% maior do que em 2016.
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