Almirante Olsem, Donald Trump e Xi Jinping Créditos: Reprodução
A Amazônia Azul, termo cunhado pela Marinha do Brasil para designar a extensa área marítima sob jurisdição nacional, ganha cada vez mais destaque no cenário geopolítico global. Essa região, equivalente a mais de 5,7 milhões de km², abriga 95% das exportações brasileiras, reservas de petróleo e minerais raros. Recentemente, movimentações de potências como Estados Unidos e China reacenderam debates sobre a capacidade de defesa do país.
Em janeiro de 2026, o navio-hospital chinês Ark Silk Road atracou no Rio de Janeiro, gerando desconfiança entre militares brasileiros devido a equipamentos de inteligência a bordo. Oficialmente uma missão humanitária, a embarcação coletou dados sobre portos e rotas marítimas, ampliando preocupações com a expansão chinesa no Atlântico Sul.
Os Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, reeletido em 2024, intensificaram exercícios navais na região. Documentos vazados revelam planos para usar bases em Natal e Fernando de Noronha, justificando com colaborações históricas da Segunda Guerra. A recriação da Quarta Frota em 2008 sinaliza controle hemisférico.
A China, por sua vez, avança com a Iniciativa Cinturão e Rota, investindo em infraestrutura portuária global. No Brasil, acordos como o do Censipam com os Emirados Árabes para monitoramento da Amazônia Azul levantam alertas sobre dependência tecnológica estrangeira.
A Marinha do Brasil, maior da América Latina com mais de 85 mil militares, enfrenta limitações orçamentárias graves. Em valores corrigidos, o orçamento caiu de R$ 7 bilhões em 2015 para R$ 3 bilhões em 2025, ameaçando desativar 40% da esquadra até 2028. Isso compromete o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz).
Força naval brasileira. Imagem: Reprodução/DivulgaçãoAvanços no PROSUB incluem submarinos Riachuelo (S-40, comissionado em 2022), Humaitá (S-41, 2024), Tonelero (S-42, 2024) e Almirante Karam (S-43, testes em 2026). O submarino nuclear Álvaro Alberto está previsto para 2035. No entanto, a frota atual cobre apenas uma fração da área, com poucos navios operacionais.
A expansão da plataforma continental, reconhecida pela ONU em março de 2025, adicionou 360 mil km² na Margem Equatorial, área do tamanho da Alemanha rica em petróleo e minerais. Isso eleva a Amazônia Azul para além das 200 milhas náuticas, demandando mais recursos.
Especialistas alertam que, sem investimentos, o Brasil corre risco de perder soberania efetiva. A Marinha realiza 398 mil abordagens em rios amazônicos, mas no mar a presença é limitada. Projetos como fragatas MEKO e mais submarinos nucleares são essenciais para dissuasão.
No contexto de rivalidade EUA-China, o Atlântico Sul vira palco de tensões. O Brasil precisa equilibrar diplomacia e poder naval para proteger seus interesses, garantindo que a Amazônia Azul permaneça sob controle nacional.
A Amazônia Azul responde por 95% do petróleo e 85% do gás natural produzidos no país. Pescas ilegais, mineração submarina e rotas de comércio global passam por ali, atraindo interesses estrangeiros. A Marinha expulsou navios alemães em 2023 por pesquisas não autorizadas.
Para manter o controle, o Brasil investe em tecnologia nacional via AMAZUL, mas o orçamento de R$ 383 milhões é insuficiente para projetos nucleares. Analistas preveem que, sem reversão de cortes, a capacidade de defesa pode durar poucos anos ante potências com frotas massivas.
O debate estratégico urge: modernizar a frota, ampliar o SisGAAz e priorizar a soberania marítima. A Marinha demonstra compromisso, mas precisa de apoio político para enfrentar as investidas de EUA e China.
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