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Piso dos professores: MEC se posiciona sobre demora no reajuste e promete solução ainda nesta semana

Camilo Santana falou com jornalistas ao comentar o andamento das discussões e destacou a necessidade de dar mais previsibilidade aos gestores estaduais e municipais.

Redação

19 de janeiro de 2026 às 15:16   - Atualizado às 15:18

Piso dos Professores.

Piso dos Professores. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta segunda-feira, 19 de janeiro, que o governo federal deve realizar nos próximos dias uma reunião decisiva para tratar do reajuste do piso salarial dos professores. Segundo o MEC, a expectativa é que um novo percentual seja definido e anunciado ainda nesta semana, após consenso interno na gestão e diálogo com diferentes áreas envolvidas na política educacional.

Camilo Santana falou com jornalistas ao comentar o andamento das discussões e destacou a necessidade de dar mais previsibilidade aos gestores estaduais e municipais. Ele explicou que o tema avançou nos últimos dias e que o governo trabalha para corrigir distorções geradas pela regra atual de cálculo do piso. O ministro afirmou que houve um entendimento na semana passada e que o Executivo aguarda apenas a formalização da decisão para divulgar o novo índice de reajuste.

Sobre o piso

Pela regra hoje em vigor, o piso salarial nacional do magistério em 2026 teria um reajuste de apenas 0,37%. Na prática, isso representaria um aumento de cerca de R$ 18 no salário mensal dos professores da educação básica. Com esse índice, o valor do piso passaria de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78. O número provocou forte reação entre profissionais da educação, sindicatos e entidades representativas da categoria em todo o país.

O principal argumento do setor é que o percentual previsto fica muito abaixo da inflação registrada em 2025, que fechou o ano em 4,26%. Para professores e representantes sindicais, um reajuste tão baixo resulta em perda real do poder de compra e aprofunda dificuldades já enfrentadas pela categoria, especialmente em redes públicas com salários próximos ao piso nacional.

Repercussão

Diante da repercussão negativa, o governo federal passou a discutir alternativas para alterar o cálculo do reajuste. Na última semana, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se reuniu com entidades sindicais ligadas à educação para ouvir reivindicações e avaliar caminhos possíveis. O encontro fez parte de uma rodada de conversas voltada a reduzir tensões e buscar uma solução que equilibrasse as contas públicas e a valorização dos profissionais da educação.

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No início de janeiro, Camilo Santana já havia sinalizado publicamente a intenção do governo de mudar a regra. No dia 8, em um vídeo divulgado nas redes sociais, o ministro explicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende editar uma Medida Provisória para permitir que o novo modelo de cálculo do piso salarial tenha validade já a partir de janeiro de 2026. A proposta prevê que o Congresso Nacional analise o texto posteriormente, garantindo respaldo legal à mudança.

A expectativa inicial do governo era anunciar o novo valor do piso até o dia 15 de janeiro. O prazo, no entanto, não foi cumprido, o que aumentou a apreensão entre professores, sindicatos e gestores públicos. Estados e municípios dependem da definição do piso para planejar orçamentos, fechar folhas de pagamento e organizar reajustes locais, o que torna o atraso um fator de insegurança administrativa.

Expectativa

Especialistas que acompanham o tema avaliam que a regra atual, baseada em indicadores específicos, pode gerar distorções em anos de baixo crescimento econômico ou queda de receitas. Por isso, representantes do setor passaram a defender a adoção de um critério híbrido, que leve em conta mais de um indicador econômico. A ideia é garantir reajustes mais estáveis e evitar aumentos simbólicos, como o previsto inicialmente para 2026.

Nos bastidores, projeções preliminares começaram a circular entre educadores e entidades sindicais. Essas estimativas indicam que um modelo combinado poderia resultar em um reajuste superior a 6% para o piso salarial dos professores em 2026. O número ganhou força em debates internos e reuniões do setor, embora o governo ainda não tenha confirmado oficialmente qualquer percentual.

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