Piso dos professores. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) não cumpriu o prazo anunciado pelo próprio ministro Camilo Santana para divulgar o reajuste do piso nacional dos professores da educação básica. O anúncio estava previsto para ocorrer até o dia 15 de janeiro, mas, mesmo com a virada do calendário para o dia 16, o governo federal ainda não apresentou o percentual nem a fórmula oficial que vai orientar o aumento salarial da categoria em 2026.
O descumprimento do prazo ampliou a preocupação entre professores, sindicatos e gestores públicos. A expectativa se tornou ainda maior porque o ministro afirmou, em declarações anteriores, que o reajuste do piso do magistério seria real, ou seja, acima da inflação. Com o atraso, parte da categoria passou a questionar não apenas o cronograma, mas também a viabilidade do compromisso assumido pelo comando do MEC.
Dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a inflação acumulada no ano fechou em 4,26%. Diante desse índice, Camilo Santana afirmou publicamente que o piso dos professores não ficaria limitado a esse percentual mínimo. A sinalização buscou afastar a possibilidade de um reajuste meramente inflacionário e reforçar a narrativa de valorização da carreira docente. Até o momento, porém, o ministério não apresentou detalhes concretos que confirmem essa promessa.
O atraso ocorre em um contexto de insatisfação crescente na educação pública. Pelas regras adotadas nos últimos anos, o cálculo automático do reajuste do piso nacional indicaria um aumento de aproximadamente 0,37% para 2026. Esse percentual provocou reação imediata de entidades representativas, que apontaram a incapacidade do índice de recompor as perdas salariais acumuladas diante do aumento do custo de vida.
Atualmente, o piso nacional do magistério está fixado em R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais. Caso fosse aplicado apenas o reajuste de 0,37%, o valor passaria para cerca de R$ 4.885,87. Na prática, isso representaria um acréscimo de pouco mais de R$ 18 no salário mensal. Professores de diferentes redes públicas classificaram esse aumento como simbólico e insuficiente para atender às demandas da categoria.
A promessa de um reajuste acima da inflação muda de forma significativa esse cenário. Considerando o índice inflacionário de 4,26%, o aumento mínimo ultrapassaria R$ 200, chegando a aproximadamente R$ 204,41. Esse patamar garantiria ganho real e responderia, ao menos parcialmente, às reivindicações feitas por educadores ao longo do último ano. O percentual final, no entanto, segue indefinido.
Nos bastidores, o Ministério da Educação discute mudanças na forma de cálculo do piso nacional. Técnicos da pasta analisam a adoção de um critério híbrido para substituir ou complementar o modelo atual. A proposta combina a inflação anual com uma parcela do crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb, registrado nos últimos anos.
Representantes do setor avaliam que esse modelo pode trazer mais estabilidade aos reajustes, evitando variações muito baixas ou distorções de um ano para outro. Com base em projeções preliminares, a aplicação desse critério híbrido poderia resultar em um reajuste superior a 6% em 2026. O governo federal, porém, ainda não confirmou se essa fórmula será adotada nem quais percentuais serão considerados no cálculo final.
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